Novo megaprojecto anunciado para Reguengos de Monsaraz, nas margens de Alqueva

Reguengos de Monsaraz, Évora, 13 Dez (Lusa) - O empresário e presidente da Naval 1/0 de Maio, Aprígio Santos, prevê avançar com um megaprojecto turístico nas margens de Alqueva, no concelho de Reguengos de Monsaraz, composto por três aldeamentos com hotéis e moradias de vários tipos.

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O complexo, hoje anunciado pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, está projectado para duas herdades, com mais de 400 hectares, que o empresário adquiriu ao ex-eurodeputado do CDS-PP Rosado Fernandes.

Trata-se do terceiro empreendimento turístico de grandes dimensões projectado para o concelho alentejano, estando já previsto para o próximo ano o início das obras do Parque Alqueva e da Herdade do Barrocal, ambos classificados como de Potencial Interesse Nacional (PIN) pelo Governo.

A maior parte do território das herdades adquiridas por Aprígio Santos, perto da vila medieval de Monsaraz, fica situada numa "área com vocação turística", para a qual está definida a capacidade máxima de 2.250 camas turísticas, segundo o Plano de Ordenamento das Albufeiras do Alqueva e Pedrógão (POAAP).

O presidente do clube Naval 1/0 de Maio é o único administrador da Aprigius, Companhia de Investimentos Imobiliários Comerciais, S.A., que pretende desenvolver o projecto turístico nas herdades do Xerez (191 hectares) e dos Gagos (224 hectares).

Fonte do município Reguengos de Monsaraz disse hoje à agência Lusa que a autarquia assinou quarta-feira com a Aprigius um protocolo para a elaboração dos planos de urbanização e de pormenor das duas herdades.

A fonte disse desconhecer, ainda, o montante do investimento previsto para o megaprojecto turístico.

O investimento, segundo a autarquia, prevê a construção de um "empreendimento de excepção, em que os argumentos residem na exclusividade, na qualidade e na diferença da oferta de um produto de características únicas".

A proposta, em que o golfe surge como elemento aglutinador, aponta ainda para o desenvolvimento de um complexo "profundamente vinculado a um modelo de carácter tradicional oriundo das aldeias alentejanas".

De acordo com o município, o "Master Plan" da Aprigius assenta no estabelecimento de três aldeamentos turísticos, que poderão, em termos futuros, constituir um único conjunto turístico.

Para dois aldeamentos está prevista a instalação de hotéis de apartamentos de 4 estrelas com 60 unidades cada em lock-off (correspondente a 240 camas) e no caso de um deles, ainda, a instalação de 50 quartos (correspondente a 100 camas), a que se juntam o club-house e o health club.

Os mesmos dois aldeamentos deverão possuir áreas de edificabilidade afectas a moradias turísticas isoladas, moradias turísticas estruturadas em núcleos de quatro unidades e, ainda, apartamentos turísticos de diferentes tipologias.

No terceiro aldeamento vão ficar equipamentos desportivos e de lazer, como clubes de remo e de vela e uma escola de mergulho.

Aliada a esta vertente e às suas características naturais de maior pendor rural, é também proposta a instalação de um centro equestre e de uma quinta pedagógica que fomente a preservação da memória histórica do local.

Este é o terceiro empreendimento turístico de grandes dimensões projectado para o concelho, estando já previsto para o próximo ano o início das obras do Parque Alqueva e da Herdade do Barrocal.

O projecto do Parque Alqueva, liderado pelo empresário José Roquette, é considerado um dos maiores investimentos turísticos a realizar no Alentejo na próxima década.

Também projectado para as margens de Alqueva e classificado como PIN, o empreendimento, desenvolvido pela Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), prevê um investimento de mil milhões de euros e a criação de dois mil postos de trabalho.

Aldeamentos turísticos, hotéis, agricultura biológica, campos de golfe e de férias, centros equestres, de conferências e de desportos náuticos e unidades de saúde são algumas das valências previstas.

O projecto turístico da Herdade do Barrocal, por seu turno, envolve um investimento de 90 milhões de euros e resulta de uma parceria entre a família de Maria do Carmo Martins Pereira e o grupo Aquapura, constituído por António Mexia, Diogo Vaz Guedes e Miguel Simões de Almeida.

O complexo, a construir na freguesia de Monsaraz, nas proximidades da albufeira de Alqueva, prevê um hotel de cinco estrelas, com 70 quartos, 85 unidades de alojamento e ainda 600 hectares de agricultura biológica.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente do município de Reguengos de Monsaraz, José Gabriel Calixto, afirmou que o "concelho está a afirmar-se como o principal pólo de desenvolvimento do Grande Lago de Alqueva".

"Os complexos turísticos projectados para Reguengos de Monsaraz estão a criar um clima de optimismo, em termos de desenvolvimento económico da região", sublinhou.

MLM.

Lusa/Fim


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