Novos donos da Cimpor não prevêm reduzir trabalhadores em Portugal
Lisboa, 20 jun (Lusa) -- O presidente da Intercement disse hoje que a empresa não prevê reduzir o número de trabalhadores da Cimpor em Portugal, mas que também não investirá em fábricas de cimento em Portugal.
"Não temos nenhuma intenção de fazermos uma redução do número de trabalhadores em Portugal. Não pretendemos trazer brasileiros para trabalhar nas fábricas em Portugal, não haveria nenhum sentido nisso, as pessoas podem ficar tranquilas", disse José Edison, presidente da Intercement, na conferência de imprensa de apresentação de resultados da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada à Cimpor.
Após a OPA, a Intercement (detida pela Camargo Corrêa) passou a deter 94,81 por cento do capital da Cimpor e 95,69 por cento dos direitos de voto, segundo a informação prestada hoje ao mercado.
O responsável disse ainda que a "capacidade instalada" da Cimpor em Portugal é importante no valor da empresa, mas não deverá ser aumentada.
"A capacidade instalada em Portugal é parte importante do seu valor [da Cimpor] e também não temos nenhuma intenção de nos desfazermos de nenhuma fábrica", disse José Edison, acrescentando ainda que não está previsto qualquer investimento.
"Provavelmente não vamos investir em fábricas de cimento em Portugal nos próximos anos, a Cimpor tem uma capacidade instalada bem superior aos níveis de demanda [procura]", acrescentou, adiantando que continuará a seguir o plano de investimentos da Cimpor noutros mercados.