Número de trabalhadores pobres continua a aumentar na Suíça
O número de trabalhadores sem capacidade para viver com o salário que aufere cresceu em 2003 na Suíça para sete por cento da população activa, segundo dados hoje divulgados pelo gabinete federal de estatísticas.
O aumento de um por cento face a 2002 foi o primeiro em quatro anos, demonstrando o agravamento das condições de vida na Suíça e as dificuldades com que vive uma grande fatia da população, segundo os analistas.
O gabinete federal de estatísticas indica que em 2003 havia pelo menos 231 mil trabalhadores, com idades entre os 20 e os 59, sem capacidade de sobreviver com os seus salários.
Mais de 137 mil famílias, ou cerca de 513 mil pessoas - entre as quais 233 mil crianças - vivem no limiar da pobreza, indica o estudo.
Os mais afectados são famílias que não têm dois dos pais, estrangeiros e trabalhadores não qualificados.
O governo considera pobres os que recebem menos de 2,450 francos por mês (1,615 euros) ou uma família com duas crianças que receba menos de 4.450 francos por mês (2.934 euros).
"A percentagem de trabalhadores pobres parece ecoar as taxas de desemprego, mas com um atraso de dois a três anos", refere o estudo.
Os sindicatos atribuem o aumento à fraqueza da economia nacional, sendo por isso essencial, defendem, a introdução de um salário mínimo que garanta "alguma segurança" aos trabalhadores.