"Nunca é suficiente". Ministro da Economia diz que Governo está "a dar o apoio que é possível"

"Nunca é suficiente". Ministro da Economia diz que Governo está "a dar o apoio que é possível"

O ministro da Economia reconheceu esta quarta-feira que a descida do IRS até ao sexto escalão e o bónus para pensionistas anunciados pelo primeiro-ministro não são suficientes para fazer face ao custo de vida dos portugueses, mas são "o apoio que é possível".

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Fernando Veludo - Lusa

Questionado pelos jornalistas sobre se as medidas têm real impacto, Manuel Castro Almeida respondeu que “o impacto na economia está medido: são 800 milhões de euros que vão entrar na economia”.

Quatrocentos milhões vão ser para os pensionistas com pensões mais baixas, enquanto “a baixa dos impostos é para o conjunto dos cidadãos”, explicou. “Todos os que pagam impostos vão ser beneficiados também no valor de 400 milhões de euros. Portanto, o impacto na economia são 800 milhões de euros”.

O governante reconheceu que o apoio “nunca é suficiente” para mitigar o custo de vida, já que “nenhum país que tenha contas equilibradas tem o dinheiro suficiente para apoiar numa situação de guerra, que é a situação em que nós estamos”.

“O país não está em guerra, mas está a sofrer consequências da guerra. Portanto, estamos a dar o apoio que é possível”, declarou.

“Num ano que era particularmente exigente, onde o Governo admitia não ter nenhum saldo orçamental, afinal o que o ministro das Finanças vem dizer é que íamos ter um saldo orçamental que permite alocar mais 800 milhões de euros de despesa pública e mesmo assim continuar com as contas positivas”.

Para Manuel Castro Almeida, “este é que é o dado novo que é preciso relevar”.

Sobre as acusações do líder socialista, José Luís Carneiro, sobre o Governo estar a lucrar com a crise dos combustíveis, o ministro frisou que essas contas não estão bem feitas e garantiu que “o Estado não está a ganhar com a guerra”.

“E tomámos uma medida para garantir isso”, acrescentou, explicando que aquilo que o Governo recebe a mais no IVA devido à subida dos preços da gasolina é compensado com a diminuição do valor do ISP.Ministra do Trabalho garante que contas públicas não ficam desequilibradas
Também esta quarta-feira, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, assegurou, por sua vez, que o suplemento extraordinário aos pensionistas não vai desequilibrar as contas públicas.

A governante adiantou que a medida vai abranger "cerca de 90 por cento dos pensionistas", está em "preparação", mas "deverá ter o figurino" de 2025, quando o Governo atribuiu apoios de 100, 150 e 200 euros para as pensões até 1.611 euros.

Rosário Palma Ramalho esclareceu ainda que estes suplementos "não são custeados pela Segurança Social, são custeados pelo orçamento geral do Estado".

"Este Governo é um Governo responsável e, por isso, esperou até agora, esperou até mais do que teve de esperar nos anos anteriores, porque a nossa situação do ponto de vista orçamental este ano não é tão favorável como a dos outros anos, por razões que ultrapassam a dimensão nacional. Temos uma guerra na Europa e tivemos também a questão da tempestade Kristin e todas as que houve e, portanto, houve que fazer despesas muito extraordinárias nessas matérias", elucidou.

c/ Lusa
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