Última Hora
Ficheiros de Epstein. Ex-príncipe André detido no Reino Unido por suspeitas de má conduta

OE2026. Chega acusa PS de ser "um partido vendido" por viabilizar proposta do Governo

OE2026. Chega acusa PS de ser "um partido vendido" por viabilizar proposta do Governo

O presidente do Chega, André Ventura, acusou esta quarta-feira o PS de ser um "partido vendido", depois de os socialistas anunciarem que irão abster-se na votação da proposta de Orçamento do Estado para 2026 e assim permitir a sua aprovação.

RTP /
Foto: Mário Cruz - Lusa

"Que o Partido Socialista era um partido vendido, nós já sabíamos. Isso não é nenhuma novidade", criticou.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República depois de se reunir com o seu "governo-sombra", o líder do Chega disse que o seu partido "não passa cartas nem cartões em branco" e defendeu que "o voto não é para ser vendido, nem cedido, nem transacionado" e "é mesmo importante que as causas sejam levadas a efeito".

"Nós queremos um orçamento que vá ao encontro das aspirações das pessoas, e nós não vendemos o apoio orçamental, nem cedemos o apoio orçamental, por razões de natureza tática ou política. Para nós o que nos move são as causas, não é o taticismo. José Luís Carneiro quer que o orçamento passe rápido e que a questão desapareça. O país é mais do que o nosso taticismo político, o país exige causas", sublinhou.


André Ventura indicou também que o Chega vai "exigir e negociar o orçamento".

"PS e PSD, sabemos que eles toda a vida estiveram juntos. O Chega é o líder da oposição e é assim que vamos liderar este processo, exigindo àqueles que votaram que tragam para o orçamento essas consequências, descida de impostos, não aumento de impostos sobre os combustíveis e apoio às áreas fundamentais do país, bem como a reforma do Estado, que tinha sido prometida também e que neste orçamento fica muito aquém", afirmou.

O líder do Chega defendeu a descida dos impostos indiretos, o aumento da dotação orçamental para "combate à insegurança e contra a corrupção", mais apoios para os ex-combatentes e medidas para combater a crise na habitação.

André Ventura anunciou também que deu hoje aos autarcas eleitos pelo Chega nas eleições de domingo "uma diretiva para que se comece a fazer imediatamente o levantamento de todos os subsídios sociais e apoios sociais que são pagos a minorias que não trabalham para que isso acabe em Portugal".

"E isto é uma revolução que vai acontecer nas autarquias. Isto tem de acontecer no Orçamento do Estado também", afirmou.

c/Lusa
PUB