Ogma vai construir partes do avião Pilatus, um negócio gerador de mais de 60 milhões de euros
A empresa de aeronáutica Ogma assinou hoje um novo contrato com o fabricante suiço Pilatus, para a construção de 400 aviões, durante os próximos cinco anos, um negócio que vai gerar mais de 60 milhões de euros.
Em comunicado, a empresa explica que este novo acordo, com um período mínimo de cinco anos, "compreende a montagem completa da fuselagem, asas, estabilizador vertical, leme de direcção, integração de sistemas, cablagens e carenagens em material compósito do avião monomotor Pilatus PC-12".
Este contrato, que "tem potencial para gerar um volume de negócios de mais de 60 milhões de euros", é uma "reafirmação não só da confiança no trabalho produzido pela Ogma ao longo dos últimos treze anos, que se traduziu na manutenção de quase 700 aeronaves nas instalações de Alverca, como também o reconhecimento da qualidade e competitividade" demonstradas pela empresa.
Para o programa Pilatus PC-12, a Ogma destacou 300 trabalhadores das fábricas da Ogma em Alverca e da Listral na Bobadela.
A aeronave Pilatus PC-12, cuja capacidade pode ir até nove passageiros, pode ser utilizada para transporte de carga, vigilância aérea, serviço de ambulância e transporte executivo.
Os produtos fabricados na Ogma dão resposta aos grandes fabricantes mundiais de aeronaves e helicópteros, incluindo a Pilatus Aircraft, a EADS-CASA, a Dassault-Aviation, a NHIndustries, a Eurocopter, a Lockheed Martin, a AgustaWestland e Latécoère.
Fundada em 1918, a empresa dedica-se à manutenção de aviões e motores, fabrico de componentes logísticos e engenharia, empregando actualmente perto de 1.700 trabalhadores.
O capital da OGMA é detido em 65 por cento pela Airholding, sociedade controlada pela Embraer, na qual participa também o grupo EADS, e os restantes 35 por cento pertencem à Empordef, "holding" pública das indústrias de defesa.