Oi reduz prejuízos para 58 milhões de euros no 1º trimestre
Lisboa, 11 mai (Lusa) - A operadora brasileira Oi, onde a portuguesa Pharol é acionista de referência, reduziu os prejuízos para 200 milhões de reais (cerca de 58 milhões de euros) no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2016.
Em comunicado enviado ao regulador brasileiro (CVM), hoje de madrugada, a Oi divulgou que o prejuízo líquido consolidado atingiu os 200 milhões de reais, apresentando uma redução significativa de 89%, quando comparado com os 1.815 milhões (cerca de 526,5 milhões de euros) reportados no mesmo trimestre do ano anterior, "como resultado do impacto positivo do resultado financeiro".
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) caiu 2,4% para 1.723 milhões de reais (cerca de 500,2 milhões de euros) no trimestre, em termos homólogos, mas subiu 12,5%, face ao quarto trimestre de 2016.
A dívida líquida caiu 0,6% para 40.608 milhões de reais (11,7 mil milhões de euros), enquanto a receita líquida recuou 8,8%, para 6.160 milhões de reais (cerca de 1,8 mil milhões de euros).
Em termos operacionais, a operadora destaca ainda que houve uma redução sustentável de custos, que nas operações brasileiras desceram 9,9% anualmente e 1,4% sequencialmente, mesmo em cenário de inflação de 4,6% nos últimos doze meses.
A operadora de telecomunicações brasileira Oi entrou com um pedido de recuperação judicial em junho do ano passado porque não conseguiu negociar um total de 65,4 mil milhões de reais (19,5 mil milhões de euros) em dívidas.
A este propósito, a operadora refere que "mantém evolução no processo de recuperação judicial", lembrando que "apresentou ao juízo do processo novas condições financeiras como ajustes ao plano de recuperação judicial em 28 de março de 2017".
"A companhia continua seguindo todos os ritos previstos no processo", diz o comunicado.
A empresa portuguesa Pharol (antiga PT SGPS) detém 27% das ações da Oi.