OMC espera que Macau apoie adesão de mais países de língua portuguesa
A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, declarou esperar que Macau ajude a impulsionar a entrada de mais países de língua portuguesa na instituição, foi hoje divulgado.
O chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, reuniu-se na quinta-feira, em Genebra, com Ngozi Okonjo-Iweala, no âmbito da visita oficial do líder da região semiautónoma chinesa à Europa, que arrancou há uma semana em Lisboa.
A responsável nigeriana disse "ter pleno conhecimento" da forma como Macau tem desempenhado o "importante papel como plataforma de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa" e afirmou esperar que o território "possa contribuir para impulsionar a adesão de mais países de língua portuguesa à OMC", de acordo com um comunicado divulgado hoje pelo Gabinete de Comunicação Social (GCS) do Governo da região.
Entre os países de língua portuguesa, apenas Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe não fazem parte da OMC, sendo ambos membros observadores. Brasil, Portugal, Moçambique e Guiné-Bissau integram a organização desde 1995, Angola desde 1996, Cabo Verde tornou-se membro em 2008 e Timor-Leste em 2024.
Macau também entrou para a organização desde que esta foi fundada, em 1995, e ainda antes da transferência de soberania do território de Portugal para a China, em 1999.
De acordo com o comunicado do GCS, no encontro em Genebra, "as duas partes trocaram impressões ainda sobre a consolidação da posição de Macau no sistema de comércio multilateral" e a "promoção das relações económicas e comerciais entre os membros da OMC e o interior da China, especialmente os países de língua portuguesa".
O chefe do Executivo destacou, na ocasião, que Macau "vai continuar a apoiar plenamente a OMC nos esforços de manutenção e promoção do sistema de comércio multilateral" e "estudar continuamente a forma como as economias de pequena dimensão podem integrar-se melhor neste sistema".
"Com base na experiência bem-sucedida enquanto economia de pequena dimensão, Macau tem um grande potencial e pode desempenhar um papel ativo e significativo, contribuindo assim para os respetivos trabalhos da OMC", referiu Sam Hou Fai, ainda de acordo com o comunicado.
A diretora-geral manifestou, além disso, "estar satisfeita por ouvir a voz de Macau na 14.ª Conferência Ministerial da OMC", que decorreu no final de março, nos Camarões.
A dirigente adiantou que, "apesar da situação mundial se encontrar numa fase complexa e mutável, perante a existência de muitas dificuldades e desafios, a sua expectativa é que Macau e a OMC continuem a avançar lado a lado".
Ngozi Okonjo-Iweala expressou ainda satisfação por ver os resultados alcançados no desenvolvimento de Macau desde o regresso à China, nota o GCS.