OPWAY nasce em Janeiro e quer facturar 1.000 milhões até 2011

Lisboa, 18 Dez (Lusa) - A empresa que vai resultar da fusão entre a OPCA e a SOPOL chama-se OPWAY, inicia a operação em Janeiro e quer ter receitas de 1.000 milhões de euros até 2011, anunciou hoje o presidente do grupo.

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"Uma fusão significa unir e não dividir. Por isso, decidimos juntar o que de melhor tinham as duas empresas: as suas valências, competências, recursos humanos e componente técnica", disse hoje Filipe Soares Franco, em conferência de imprensa para apresentar a nova marca.

Segundo Soares Franco, sendo este um projecto "aberto à modernidade", foi criada uma nova marca a partir das duas letras comuns às duas empresas - "OP" - e da soma da palavra "Way", que simboliza o "novo caminho" do grupo em direcção à internacionalização.

Com a nova marca, vem também um novo logótipo, uma nova assinatura - "O Futuro em Construção" - e também novas ambições: uma facturação de 1.000 milhões de euros entre 2010 e 2011 e uma posição de destaque na liderança do mercado.

"Quando se juntam duas empresas por vezes, e este caso não é excepção, há sobreposição de funções e essas vão ter que ser eliminadas. Uma empresa que se reorganiza dá sempre origem a racionalização e não encarar isso como uma realidade era mentir", admitiu o empresário sem querer adiantar mais pormenores.

A OPWAY surge oficialmente a 02 de Janeiro, com cinco novas áreas de actividade - Imobiliário, Construção, Cerâmicas, Indústria e Concessões - e dois accionistas: o Espírito Santo Resources (cerca de 80 por cento) e Filipe Soares Franco (20 por cento).

A nova holding prevê facturar este ano 535 milhões de euros e cerca de 670 milhões de euros em 2008, adiantou o presidente da empresa, que classificou como "pura especulação" a possibilidade de entrada da OPWAY no mercado bolsista.

"Queremos que o nosso mercado interno passe a ser a Península Ibérica, mais diversificação de actividades e aprofundar a internacionalização em países que falam a língua portuguesa, como Angola, Moçambique, Cabo Verde. Já estamos a formar uma parceria no Congo e a olhar para São Tomé e Príncipe, Brasil e Norte de África", disse.

Filipe Soares Franco sublinhou ainda que a nova holding pretende "ter uma presença activa no mercado das infra-estruturas, do imobiliário e continuar a participar em projectos na área da construção civil, quer na rede escolar e hospitalar quer em alguns empreendimentos imobiliários".

Filipe Soares Franco adiantou ainda que no início do próximo ano a OPWAY vai ainda criar uma parceria com a Escom para actuar no mercado da construção civil em Angola e no Congo A OPWAY, o Grupo Espírito Santo e o grupo Mota-Engil têm ainda um acordo tripartido na área de gestão de infra-estruturas de transporte e concessões rodoviárias quer em Portugal quer no estrangeiro.

"Estamos a explorar em conjunto uma série de concessões e o governo anunciou há pouco tempo o pacote de sete concessões em que o grupo está obviamente interessado", disse Grade Mendes, responsável pela OPWAY Construção.

JMG.

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