Política
Orçamento do Estado. Carneiro defende anúncio de abstenção e diz não esperar surpresas
José Luís Carneiro insiste que o PS não vai "empurrar" o país para um "precipício" político. O secretário-geral do PS voltou a defender a abstenção no Orçamento do Estado.
José Luís Carneiro diz esperar uma proposta em linha com o que já foi apresentado pelo Governo à bancada parlamentar socialista: "Não estou à espera de surpresas e eu, particularmente, já dei a minha palavra aos portugueses, que nunca empurrarei, nós não empurraremos Portugal para um precipício do desconhecido num contexto internacional como aqueles em que estamos a viver"
O secretário-geral dos socialistas deixou esta declaração à margem das comemorações dos 40 anos do mestrado em Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa.
Na semana passada, Carneiro anunciou a decisão de propor aos órgãos do partido que os socialistas viabilizem o OE2027 através da abstenção. Disse na altura que "este não é o orçamento do PS", que teria outras linhas, diferentes das apresentadas pelo Governo.
"Não vejo que o Governo apresente uma proposta que altere substantivamente aquilo que já apresentou à direção da bancada parlamentar", respondeu quando questionado sobre a possibilidade de uma alteração deste sentido de voto.
Carneiro referiu que se o OE2027 "trouxesse cortes nas pensões, aumentos dos impostos, alterações do Serviço Nacional de Saúde" isso seria inaceitável, mas disse acreditar "na palavra que foi dada pelo primeiro-ministro e também pelo ministro das Finanças".
Questionado sobre se concordava com o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, que num artigo de opinião no Público deixou alertas sobre o aumento da despesa pública, o líder do PS não respondeu diretamente e disse apenas que "há muito tempo que a despesa que o Estado está a fazer é por conta do saldo da Segurança Social".
"Não fosse esse saldo da Segurança Social, já estávamos em défice há muito tempo, e é por isso que eu disse que o Partido Socialista terá uma atitude de grande responsabilidade em relação ao orçamento, e não será pelo Partido Socialista que haverá desequilíbrio nas contas do Estado", recordou.
Carneiro referiu a orientação que deu ao grupo parlamentar para que todas as propostas que o partido venha a apresentar "garantam a sustentabilidade orçamental".
Na semana passada, Carneiro anunciou a decisão de propor aos órgãos do partido que os socialistas viabilizem o OE2027 através da abstenção. Disse na altura que "este não é o orçamento do PS", que teria outras linhas, diferentes das apresentadas pelo Governo.
"Não vejo que o Governo apresente uma proposta que altere substantivamente aquilo que já apresentou à direção da bancada parlamentar", respondeu quando questionado sobre a possibilidade de uma alteração deste sentido de voto.
Carneiro referiu que se o OE2027 "trouxesse cortes nas pensões, aumentos dos impostos, alterações do Serviço Nacional de Saúde" isso seria inaceitável, mas disse acreditar "na palavra que foi dada pelo primeiro-ministro e também pelo ministro das Finanças".
Questionado sobre se concordava com o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, que num artigo de opinião no Público deixou alertas sobre o aumento da despesa pública, o líder do PS não respondeu diretamente e disse apenas que "há muito tempo que a despesa que o Estado está a fazer é por conta do saldo da Segurança Social".
"Não fosse esse saldo da Segurança Social, já estávamos em défice há muito tempo, e é por isso que eu disse que o Partido Socialista terá uma atitude de grande responsabilidade em relação ao orçamento, e não será pelo Partido Socialista que haverá desequilíbrio nas contas do Estado", recordou.
Carneiro referiu a orientação que deu ao grupo parlamentar para que todas as propostas que o partido venha a apresentar "garantam a sustentabilidade orçamental".
c/ Lusa