Os combustíveis aumentaram mais uma vez

Pela segunda no espaço de uma semana os preços dos combustíveis voltaram a aumentar. Desta feita foi um cêntimo na Gasolina de 95 octanas e dois no Gasóleo.

Eduardo Faria Caetano, RTP /
Mais um aumento dos combustíveis em Portugal RTP

Pelo menos uma petrolífera, a BP, já tem novos preços desde as 0h00 deste sábado.

As restantes deverão fazê-lo nos próximos dias.

A gasolina de 95 octanas sobe 1 cêntimo. O preço médio passa a ser de praticamente 1 euro e 49 cêntimos.

Quanto ao, gasóleo aumentou mais 2 cêntimos, para quase 1 euro e 39 cêntimos o litro.

Esta foi a décima oitava subida desde o início do ano e a segunda só esta semana.

No passado dia 14 os portugueses acordaram com um aumento de 3 cêntimos nos combustíveis.

Os novos preços que então ficaram em vigor elevaram o preço do gasóleo dos então 1,339 euros para os 1,369 euros e a gasolina de 95 octanas dos 1,449 euros para os 1,479 euros, o que significou que o gasóleo já subira 7 cêntimos desde 29 de Abril e a gasolina sem chumbo 4,8 cêntimos.

Aumentos “escandalosos”

O presidente da Anarec, Augusto Cymbron, não calou então a sua revolta e no passado dia 13, em declarações à RTP, não deixou de criticar mais esta posição das petrolíferas.

“Se calhar, este aumento serve para compensar a descida do IVA em um por cento”, disse então Augusto Cymbron, ao mesmo tempo que recordou que os lucros das petrolíferas continuam a aumentar.

“A BP no primeiro trimestre obteve um lucro 63 por cento superior ao de igual trimestre do ano passado”, disse. “É escandaloso que as subidas continuem a este ritmo”.

Governo não baixa Imposto

Apesar da escalada dos preços, o governo não baixa o imposto sobre os combustíveis.

O Ministro das Finanças diz que a solução passa por poupar e procurar energias alternativas. Teixeira dos Santos recusa ainda apoios específicos para os taxistas.

Abastecer uma viatura de gasolina ou de gasóleo é um gesto que custa cada vez mais. A maior parte do que se paga até vai directamente para os cofres do Estado. Mas o Ministro das Finanças diz que a solução para alta dos preços não é baixar o imposto sobre os combustíveis.

"Se os combustíveis são caros nós temos de poupar no uso dos combustíveis, nós temos de nos orientar para tecnologias que reduzam o consumo de energia, temos que nos orientar para energias que dependam menos do petróleo, é esse o ajustamento que temos de fazer. O nós estarmos a baixar neste momento o ISP era, no fundo, estarmos a enganar-nos a nós próprios e a adiar uma mudança e um ajustamento que é importante e é fundamental que seja feito nas nossas economias", afirma Teixeira dos Santos à RTP.

É esta mesma lógica que leva Teixeira dos Santos a recusar a ajuda a sectores específicos. Como o dos táxis. Penalizados pelo forte aumento dos combustíveis, os taxistas ameaçam com um protesto nacional em Lisboa, caso o governo não aprove apoios até ao fim de Junho, como o acesso a gasóleo profissional, ou seja, subsidiado.

"Entrar por esse tipo de soluções, que eu acho que seriam soluções demagógicas e muito populistas, que seriam simpáticas para esse sector dos transportes, mas que no fundo era onerar os contribuintes em geral e não resolveria o problema de fundo", explica o ministro das Finanças.

Contactado pela RTP, o presidente da ANTRAL, a associação que representa os taxistas, classifica a posição do Ministro das Finanças como incompreensível. Acredita, mesmo assim, que será possível chegar a um entendimento com o governo.
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