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Páginas Amarelas mantém listas mas adapta-se a tecnologia com novos produtos

A Páginas Amarelas, empresa conhecida pelas suas listas de números de telefones, tem vindo a adaptar-se à evolução e já utiliza novos meios tecnológicos que permitem manter ou mesmo aumentar as suas receitas, segundo o director-geral.

Agência LUSA /

Em declarações à agência Lusa, o director-geral da Páginas Amarelas em Portugal, José Lema, explicou que os produtos impressos (em papel) ainda são responsáveis por 90 por cento da facturação da empresa, enquanto a parte electrónica ronda 10 por cento.

Apesar da evolução da tecnologia, a Páginas Amarelas e as suas listas continuam a ter sucesso e uma posição importante no mercado, reconhece o responsável.

Os clientes ainda se mantêm fiéis ao papel, meio preferido por 75 a 85 por cento, levando à distribuição de cerca de oito milhões de listas impressas, apesar de a empresa já oferecer outras soluções mais modernas.

É o exemplo do telemóvel ou da Internet, onde as páginas amarelas na Internet disponibilizam acesso on-line e registaram em 2004 mais de 27 milhões de pesquisas, um número que cresceu 61,2 por cento no ano passado e que José Lema espera suba novamente, 60 por cento, este ano.

A Páginas Amarelas mantém desde há 100 anos o mesmo objectivo de facilitar o contacto entre as empresas que fornecem um serviço ou produto e os que necessitam desse serviço ou produto, consumidores finais ou outras entidades.

O conceito de produto é o mesmo, mantém-se as mesmas características, "é um conceito universal", ou seja, "existe em países com culturas e línguas tão variados como Portugal ou o Japão", salienta José Lema.

Nas longas listas, editadas em "revistas" podem ser encontradas informações, do número de telefone, à morada, mas também alguns dados acerca do próprio serviço fornecido, como marca ou preço.

"Tudo depende do que o cliente que publicita nas Páginas Amarelas pretende", refere José Lema.

É que se trata de uma forma de publicitar os serviços de todo o tipo de empresas, das maiores às mais pequenas, que não têm capacidade financeira de anunciar na televisão ou outros meios, por serem muito caros, explica o responsável.

Para o director-geral das Páginas Amarelas, este é mesmo "o meio de publicidade de maior alcance possível", que está sempre disponível para utilização.

E agora os clientes das Páginas Amarelas podem decidir qual o meio que preferem para dar a conhecer a sua empresa, a forma impressa, o acesso por telefone, por SMS, ou pela Internet.

Mais uma vez, a escolha depende do tipo de actividade da empresa e o responsável da Páginas Amarelas dá o exemplo do ramo imobiliário, onde os dados disponíveis mudam muito rapidamente e o meio electrónico tem toda a vantagem porque permite actualizações permanentes.

No entanto, a maior parte das empresas usam várias plataformas simultaneamente, em complemento.

Nas páginas amarelas, as empresas estão repartidas por mais de duas mil actividades, e os utilizadores fazem a procura por tipo de sector.

Os oito milhões de listas impressas distribuídas em 2004 e 2005 abrangem vários tipos de produtos, como as listas regionais brancas e amarelas, as listas de negócios (disponível em impressa, CD-ROM e na Internet), as listas concelhias (nove), e as listas por actividade, como a turística, já existente.

A este grupo junta-se um projecto original de umas páginas amarelas em Braille, com números de telefone de utilidade pública, de urgência e de serviços de aconselhamento e apoio.

Só as listas regionais amarelas e brancas são responsáveis por entre seis a sete milhões de unidades.

Além dos números de telefone, de todos os operadores de telecomunicações, as Páginas Amarelas têm listas de fax e Internet.

José Lema explica que a decisão de distribuição de listas não passa pela propriedade ou não de linha fixa [a Portugal Telecom detém 25 por cento das Páginas Amarelas], mas pela análise de elementos que caracterizam a área de residência ou instalação da empresa.

A lista de fax e de correio electrónico tem cerca de 184 mil exemplares, mas em situações de mobilidade é preferível recorrer às páginas amarelas por telefone, pelo número 707 20 22 22 ou pedir uma informação através de um SMS para o serviço da empresa (4090).

As Páginas Amarelas na Internet (pai.pt) disponibilizam acesso on-line de cerca de 450 mil empresas, com uma actualização diária.

Este meio permite algumas particularidades como aceder a uma base de dados de 20 mil restaurantes, que inclui diversas informações acerca dos estabelecimentos, como o preço médio ou horário de funcionamento, o dicionário gastronómico em seis línguas e o Guia das Cidades.

Existe ainda a Datasell, uma base de dados, actualizada diariamente e com cerca de três mil registos, residenciais e comerciais, que pode ser usada para várias acções como direct mail.

O capital social da Páginas Amarelas é dividido entre a Portugal Telecom (25 por cento) e a World Directories (75 por cento).

A World Directories tem mais de 100 mil clientes, 470 empregados, e a sua tarefa é desenvolver, comercializar, produzir e distribuir informação tratada referente a contactos residenciais e comerciais.

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