Pagos 384 milhões de euros no âmbito das agendas mobilizadoras, indica IAPMEI

O IAPMEI adiantou hoje, no parlamento, que, no âmbito das agendas mobilizadoras, que se inserem no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram pagos 384 milhões de euros aos beneficiários.

Lusa /

"Em termos de pagamentos, as agendas mobilizadoras começaram com um adiantamento de 13% e depois tivemos um aumento para 23%. Temos pagos 384 milhões de euros", indicou hoje o presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI -- Agência para a Competitividade e Inovação, Luís Pratas Guerreiro.

Este responsável, que falava numa subcomissão parlamentar, no âmbito das competências da Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, defendeu que estas agendas vão alavancar a economia portuguesa para que ela se torne mais competitiva, resiliente e internacional.

No início, foram apresentadas propostas para 143 agendas, sendo que, posteriormente, foram definidas 53.

O Ministério da Economia e do Mar anunciou hoje, em comunicado, que 50 destas agendas mobilizadoras para a inovação empresarial estão contratualizadas, somando 7.700 milhões de euros de investimento.

As três restantes aguardam a conclusão de procedimentos de notificação e negociação.

No total, as 53 agendas mobilizadoras têm 7.800 milhões de euros de investimento e um incentivo público estimado de aproximadamente 2.800 milhões de euros.

As agendas mobilizadoras ou agendas verdes para a inovação empresarial destinam-se a consolidar e expandir sinergias entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico.

Na sua intervenção inicial, Luís Pratas Guerreiro fez também um balanço do Portugal 2020, referindo que 70% (8.088) dos projetos contratualizados encontram-se encerrados.

"Temos por encerrar 3.570 e destes 2.248 já com pedido de reembolso final submetido em análise, 430 estão em processo de decisão e 892 projetos sem pedido de reembolso final", precisou.

Em termos de execução, o IAPMEI apresenta uma taxa de 81% face ao incentivo aprovado, sendo o organismo que apresenta a percentagem mais elevada.

Por pagar estão cerca de 993 milhões de euros, sendo que cerca de 60% estão contratados a projetos que vão ser concluídos este ano.

O presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI reconheceu não estar completamente contente com estes números, mas recordou que a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia afetaram o processo.

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