Passe ferroviário Verde em Lisboa e Porto pode dispensar compra do Navegante e Andante

Passe ferroviário Verde em Lisboa e Porto pode dispensar compra do Navegante e Andante

O Passe Ferroviário Verde (PFV) vai ser alargado às linhas de comboio urbanas abrangidas pelos passes Navegante e Andante, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, permitindo a quem apenas usa o comboio passar a comprar só este título.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
foto: João Marques - RTP

Em resposta a questões colocadas pela agência Lusa - na sequência do anúncio feito na sexta-feira pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, do alargamento do PFV às àreas metropolitanas de Lisboa e do Porto - fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e Habitação precisou que "a iniciativa alarga o PFV às linhas de comboio urbanas, abrangidas pelos passes intermodais Navegante e Andante, permitindo a quem usa apenas o comboio optar por comprar apenas o Passe Ferroviário Verde".

Segundo acrescentou, "os títulos intermodais Navegante e Andante, dentro das respetivas àreas metropolitanas de Lisboa e Porto, continuarão a existir com as condições em vigor", não sofrendo "qualquer alteração às regras de utilização".

Desta forma, o PFV passa a ser válido em toda a rede ferroviária nacional, com exceção do Alfa Pendular e da 1.ª classe do Intercidades, tal como já acontece atualmente, mantendo-se as regras em vigor.

Luís Montenegro anunciou na sexta-feira, no Algarve, que o PFV, com um custo de 20 euros mensais, deverá passar a estar disponível nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto a partir de setembro.

O líder social-democrata fez o anúncio na festa do Pontal, em Quarteira, no concelho de Loulé, num discurso marcado por um balanço da governação da coligação AD (PSD/CDS-PP).

Montenegro enquadrou o alargamento da oferta deste título de transporte às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto nos "grandes investimentos" que o Governo está a fazer na rodovia, nos portos, nos aeroportos e na ferrovia.

"Isto aproxima as pessoas, isto favorece a mobilidade daqueles que têm que se deslocar para ir trabalhar, para ir estudar, mas também para conhecer o país, mas também para estar mais perto dos seus amigos e das suas famílias", considerou.
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