Economia
Passos Coelho acusa Sócrates de sair por não ter dinheiro
O líder do PSD acusou ontem o primeiro-ministro José Sócrates de se ter demitido "quando sabia que não tinha dinheiro" para pagar os compromissos do Estado português. Numa entrevista à TVI, Pedro Passos Coelho recusou que tenha sido o chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) a abrir "as portas à entrada do FMI e do fundo europeu em Portugal". O PS já reagiu, considerando esta acusação “profundamente injusta e ridícula”.
"Eu estou convencido hoje, com aquilo que sei e com aquilo que vi, que o primeiro-ministro apresentou a demissão ao Presidente da República quando sabia que não tinha dinheiro, que tinha deixado o Estado sem dinheiro para pagar os seus compromissos internacionais e preferiu que viessem outros resolver esse problema", declarou Passos Coelho.
O líder do PSD e da Oposição acrescentou estar convencido de que Sócrates "apresentou a demissão quando percebeu que a sua estratégia de ocultação tinha terminado, que o país inteiro e os nossos parceiros tinham percebido que a estratégia que estava delineada não seria bem sucedida e que era melhor vitimizar-se, culpando disso a Oposição. E esse é o espetáculo que tem sido oferecido ao país".
Apesar de remeter para o Governo a condução das negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com a União Europeia (UE), Passos Coelho vê como "natural que o Governo queira saber também a opinião dos partidos da Oposição", em especial do PSD, pelo que aguarda que o Executivo "diga como é que vai fazer".
Acusação “injusta e ridícula”
João Tiago Silveira reagiu a estas declarações de Pedro Passos Coelho, considerando "profundamente injusta e ridícula" a acusação ao primeiro-ministro de que teria apresentado a demissão "quando sabia que não tinha dinheiro" para pagar os compromissos do Estado.
O socialista João Tiago Silveira considerou a afirmação de Passos Coelho "absolutamente falsa", uma vez que "o primeiro-ministro se empenhou a fundo para conseguir, em Bruxelas, suster os ataques dos mercados financeiros em relação ao país" e "conseguiu obter um acordo sobre as linhas de orientação do PEC" que "eram ainda negociáveis e podiam ter sido negociadas".
Além disso, prosseguiu o socialista, "antes de isso acontecer, houve um encontro pessoal e presencial com o líder do PSD onde podia ter sido iniciada a negociação e o PSD escolheu não o fazer e depois o que se passou é público e está aos olhos de todos os portugueses".
Na entrevista à TVI, Passos Coelho revelou que, na véspera de o PEC ser apresentado em Bruxelas, recebeu um telefonema de José Sócrates e em seguida deslocou-se pessoalmente a São Bento para ser informado sobre medidas que, disse, constituíam um facto consumado.
“Passos Coelho faltou à verdade”
Para João Tiago Silveira, o líder social-democrata "faltou à verdade quando disse que apenas tinha havido um mero telefonema de contacto entre o primeiro-ministro e ele próprio no âmbito da negociação do PEC".
"A ideia lançada pelo PSD de que apenas foi recebido um telefonema no âmbito dos contactos para a negociação das linhas de orientação do PEC é falsa e ficou hoje desmascarada", disse João Tiago Silveira, acrescentando que "foi uma conversa presencial e pessoal com o primeiro-ministro realizada na residência oficial" de José Sócrates.
"Não foi uma breve conversa, foi uma conversa longa" que se destinava a ser o "início de um processo negocial com o PSD e que o PSD resolveu rejeitar lançando o país numa crise política que veio agravar a crise financeira", acrescentou.
O líder do PSD e da Oposição acrescentou estar convencido de que Sócrates "apresentou a demissão quando percebeu que a sua estratégia de ocultação tinha terminado, que o país inteiro e os nossos parceiros tinham percebido que a estratégia que estava delineada não seria bem sucedida e que era melhor vitimizar-se, culpando disso a Oposição. E esse é o espetáculo que tem sido oferecido ao país".
Apesar de remeter para o Governo a condução das negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com a União Europeia (UE), Passos Coelho vê como "natural que o Governo queira saber também a opinião dos partidos da Oposição", em especial do PSD, pelo que aguarda que o Executivo "diga como é que vai fazer".
Acusação “injusta e ridícula”
João Tiago Silveira reagiu a estas declarações de Pedro Passos Coelho, considerando "profundamente injusta e ridícula" a acusação ao primeiro-ministro de que teria apresentado a demissão "quando sabia que não tinha dinheiro" para pagar os compromissos do Estado.
O socialista João Tiago Silveira considerou a afirmação de Passos Coelho "absolutamente falsa", uma vez que "o primeiro-ministro se empenhou a fundo para conseguir, em Bruxelas, suster os ataques dos mercados financeiros em relação ao país" e "conseguiu obter um acordo sobre as linhas de orientação do PEC" que "eram ainda negociáveis e podiam ter sido negociadas".
Além disso, prosseguiu o socialista, "antes de isso acontecer, houve um encontro pessoal e presencial com o líder do PSD onde podia ter sido iniciada a negociação e o PSD escolheu não o fazer e depois o que se passou é público e está aos olhos de todos os portugueses".
Na entrevista à TVI, Passos Coelho revelou que, na véspera de o PEC ser apresentado em Bruxelas, recebeu um telefonema de José Sócrates e em seguida deslocou-se pessoalmente a São Bento para ser informado sobre medidas que, disse, constituíam um facto consumado.
“Passos Coelho faltou à verdade”
Para João Tiago Silveira, o líder social-democrata "faltou à verdade quando disse que apenas tinha havido um mero telefonema de contacto entre o primeiro-ministro e ele próprio no âmbito da negociação do PEC".
"A ideia lançada pelo PSD de que apenas foi recebido um telefonema no âmbito dos contactos para a negociação das linhas de orientação do PEC é falsa e ficou hoje desmascarada", disse João Tiago Silveira, acrescentando que "foi uma conversa presencial e pessoal com o primeiro-ministro realizada na residência oficial" de José Sócrates.
"Não foi uma breve conversa, foi uma conversa longa" que se destinava a ser o "início de um processo negocial com o PSD e que o PSD resolveu rejeitar lançando o país numa crise política que veio agravar a crise financeira", acrescentou.