Passos diz que quem acusou governo de "caminho errado" devia "dar a mão à palmatória"
Lisboa, 09 mai (Lusa) -- O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que aqueles que "não ajudaram" à superação da crise ou "disseram frequentemente que o caminho era errado" deviam agora "dar a mão à palmatória" perante os resultados alcançados pelo país.
"Todos aqueles que durante três anos não só não ajudaram à concretização destes objetivos, como disseram frequentemente que o caminho que traçámos era errado, deveriam dar hoje a mão à palmatória e reconhecer que não é apenas um fruto do acaso termos conseguido cumprir esta missão histórica, é sobretudo fruto do esforço de todos os portugueses que colocaram também eles Portugal acima de tudo", disse, na abertura do debate quinzenal com o Governo no Parlamento.
Sem nunca nomear destinatários, Passos Coelho criticou os que, ao longo de três anos em que Portugal teve de enfrentar a "mais grave crise financeira, económica e social de que há memória em democracia", não contribuíram para um "verdadeiro espírito de compromisso" e os que criaram obstáculos "de natureza jurídico-constitucional" que obrigaram o executivo a "estar em permanência a substituir medidas", gerando um "nível de incerteza e ansiedade" na sociedade.