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Páteo faz chegar por ano a Timor-Leste 80 contentores de produtos portugueses

Páteo faz chegar por ano a Timor-Leste 80 contentores de produtos portugueses

Díli, 29 jun (Lusa) - Da sardinha até ao chutney, tudo é possível comprar no supermercado Páteo, em Díli, adquirido pela Central há quase três anos, e que faz chegar por ano a Timor-Leste cerca de 80 contentores com produtos portugueses.

Lusa /

"De 2011 para 2012 fechamos com um crescimento de 20 por cento em termos de venda, andamos à volta dos quatro milhões de dólares" no volume de negócios, afirmou à agência Lusa Jaime Xavier, administrador da Central, empresa que tem a insígnia Páteo em Timor-Leste.

A Central é uma empresa portuguesa especializada na importação/exportação no negócio da indústria alimentar e não alimentar para o lar. Em Timor-Leste, atua nos canais grossista, retalhista e na representação e agenciamento de marcas.

A Páteo é mais antiga. Nasceu há cerca de 10 anos inserida dentro de um grupo de construção, mas acabou por ser vendida há quase três anos à Central, que "transformou um pequeno negócio de 50 metros quadrados num supermercado de 500 metros quadrados no centro de Díli", explicou Jaime Xavier.

"Foi um percurso naturalmente difícil, mas é um país que está também ele a começar essa subida, degrau a degrau, e nós temos acompanhado esse escalar", afirmou.

Questionado pela agência Lusa sobre quais as dificuldades, Jaime Xavier disse que estão relacionadas com a distância, a logística e com o próprio crescimento do país, que ainda está a afinar o seu modelo económico.

"Noventa e cinco por cento dos produtos que nós temos aqui à disposição são oriundos de Portugal. São 15 mil quilómetros de distância, com muitas questões em termos de expedição e que naturalmente dificultam uma constância de produtos disponíveis em loja e essa tem sido a nossa maior dificuldade", salientou.

Outra dificuldade, segundo Jaime Xavier, é o próprio desenvolvimento de Timor-Leste, apesar de estar a uma "velocidade extraordinária" ainda está a "afinar" o seu modelo económico.

Mas, a maior dificuldade é a distância, insistiu.

"A distância e toda a logística que envolve o processo de trazer cerca de 80 contentores por ano para Timor-Leste. Essa é a nossa maior dificuldade. Essa e a de atuar num território como Timor-Leste, que apesar de todo o crescimento, ainda tem algumas insuficiências, como sendo os apoios bancários, ou alguns processos burocráticos que vão sendo introduzidos e que temos de acompanhar", disse.

Os 80 contentores trazem também o bacalhau, o presunto, os queijos, o leite, os sumos, os doces, as bolachas. Tudo em português.

"Conseguimos ter em Timor um supermercado onde se pode comprar tudo. Não só os bens essenciais como aquelas coisas que nos fazem sentir diferentes e especiais às vezes quando vamos às compras", salientou.

Mas no vinho, no português, de todas as origens, é o produto onde a Páteo "ousa" mais.

"São 300 referências de garrafeira. É algo ousado. Nós vendemos desde vinhos de mesa a vinhos premium. Representamos a maior parte dos grandes produtores nacionais na área dos vinhos e fomos começando a perceber que tanto se vende um pacote de vinho tinto, como garrafas de algumas centenas de dólares", afirmou Jaime Xavier.

Para Jaime Xavier, o mais "positivo" e "muito entusiasmante" é perceber o tipo de cliente.

"É aquilo que nos dá mais orgulho. Somos uma marca timorense, com produtos maioritariamente portugueses, mas temos clientes timorenses, portugueses, australianos, chineses, coreanos, belgas, franceses, espanhóis", disse.

A marca Páteo dá atualmente emprego a 30 pessoas e para o futuro a "vontade" é a de "replicar" a unidade de Díli em outras geografias de Timor-Leste.

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