Patris estuda compra do Efisa e Sofid quer alguns ativos, Pais do Amaral desiste

Lisboa, 14 nov (Lusa) - A Patris Investimentos está a estudar a compra do banco Efisa e a Sofid tem interesse em alguns ativos, já Miguel Pais do Amaral desistiu da compra da instituição que pertencia ao ex-BPN, disseram os responsáveis daquelas entidades.

Lusa /

Em declarações à Lusa, o presidente da Patris Investimentos, Gonçalo Pereira Coutinho, disse que o fundo de `private equity` que lidera "está a estudar o assunto".

Quem mantém também interesse em alguns ativos do Banco Efisa é a Sofid, instituição financeira de investimento nos países emergentes e em vias de desenvolvimento, que pretende efetuar um aumento de capital com a entrega de ativos daquele banco por parte do Estado.

"Apresentaremos uma proposta não para a aquisição do Banco Efisa como um todo, mas para um aumento de capital. Identificámos alguns ativos em que o Estado poderá ter interesse para realizar capital na Sofid", disse à Lusa o seu presidente executivo, Diogo Gomes de Araújo.

Sendo a Sofid detida em cerca de 60% pelo Estado português, este terá que participar no aumento de capital, caso contrário poderá ter de reduzir a sua posição.

"Por isso, em vez de colocar dinheiro [no aumento de capital], o Estado pode entregar alguns ativos. Após um contacto nosso, o Governo mostrou disponibilidade para uma análise de determinados ativos", explicou, ressalvando que a Sofid está a avaliar ativos para perspetivar todas as posições, de forma a que o Estado possa decidir.

Entre os ativos que poderão ter interesse para a Sofid estão "créditos bancários e algumas licenças", adiantou Diogo Gomes de Araújo.

Tratam-se de ativos que, segundo o presidente executivo da Sofid, "talvez não sejam apetecíveis para a maioria dos eventuais compradores".

Já o empresário Miguel Pais do Amaral disse à Lusa: "Não estou interessado".

Pais do Amaral, que não adiantou mais pormenores, tinha confirmado ao Diário Económico em outubro de 2011, que iria avançar, através da sua `holding` Partrouge, com a proposta para a compra do banco de investimento.

O empresário explicou então que o objetivo era transformar a instituição num banco de investimento vocacionado para os mercados emergentes do Brasil e Angola.

Por último, o ex-presidente do BPN, entre fevereiro e junho de 2008, e fundador do Efisa, Abdul Vakil, afastou a hipótese de aquisição: "Não estou interessado. Fui interessado formalmente duas vezes e nunca obtive resposta, agora nesta altura não estou interessado".

O fundador do Efisa frisou ainda à Lusa que o banco vale "pela massa cinzenta que lá está e tem virtualidades".

"Faço votos para que alguém ou alguma instituição o compre. Portugal é um mercado pequeno, mas o Efisa sempre fez muita coisa fora, é uma instituição extrovertida e pode ter muito sucesso", sublinhou.

Os interessados no Banco Efisa podem apresentar até 26 deste mês uma nova oferta vinculativa para a compra da instituição, tal como a Lusa tinha noticiado.

A Lusa contactou o Ministério das Finanças sobre a venda do Banco Efisa, mas não obteve resposta até ao momento.

O Efisa é detido diretamente pela Parparticipadas e o Caixa Banco de Investimento é o intermediário financeiro para a venda do banco.

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