Payshop negoceia parcerias para ser meio dos pagamentos feitos na rede
A Payshop está a ultimar acordos comerciais com várias entidades para passar a ser um meio de pagamento de compras feitas através da Internet, revelaram responsáveis da empresa.
Actualmente com mais de 200 empresas (entidades clientes) aderentes, permitindo aos utilizadores da rede serviços tão diversos como comprar bilhetes de transporte ou para espectáculos, pagar facturas de serviços, carregar telemóveis ou as quotas de sócio de um clube ou associação, a Payshop quer entrar no e-comerce, explicaram os administradores da empresa Marcos Batista e Helena Rodrigues, num encontro com jornalistas.
"Há um estudo, que analisámos, que diz que 30 por cento das pessoas que não realizam compras através da Internet não o fazem por não quererem revelar dados pessoais ou dados dos seus cartões de crédito/débito (Ó) e nós respondemos a essa preocupação", defende Helena Rodrigues.
"Estamos a negociar acordos comerciais com várias entidades de grande dimensão", adiantou e o objectivo é que a pessoa quando compra algo via Internet tenha a possibilidade de optar por pagar o produto/serviço depois num agente Payshop.
Outra via para o crescimento da empresa, que no último exercício apresentou, pelo terceiro ano consecutivo lucros, é o "alargamento do portfólio de entidades estatais clientes, como a segurança social, exemplificou a administradora da empresa.
Quanto a internacionalização da empresa, que já "exportou" os seus serviços e plataforma tecnológica para Moçambique, onde está desde Dezembro último, "Angola é um mercado em estudo" mas ainda sem data possível de apontar para o arranque, como adiantou Marcos Batista.
A empresa vai também a continuar a fazer parte do universo CTT, embora numa determinada altura tenha sido pensada a possibilidade de alienação quando o negócio estivesse mais maduro, como admitiu o seu presidente e administrador dos CTT, Pedro Coelho.
"É uma empresa com grande potencial de crescimento, pelo universo abrangente de serviços de clientes" e por isso importante para os CTT, sublinhou.
A Payshop contava 1,8 milhões de utilizados regulares dos seus serviços no final do exercício terminado em Junho, quando apresentou um lucro de 2,3 milhões de euros, mais 64 por cento que no ano anterior.
As receitas da empresa de pagamentos do universo CTT, no exercício de Julho de 2005 a Junho de 2006, ascenderam a 9,6 milhões de euros, traduzindo uma subida anual de 36 por cento.
O número de utilizadores frequentes desta rede de pagamentos "aproxima-se dos dois milhões", como adiantou a administradora Helena Rodrigues, no espaço aderiram 650 novos agentes.
O crescimento do número de agentes e de utilizadores explica o aumento da procura dos serviços, traduzido por um crescimento das transacções de 36 por cento num ano, para 30 milhões.
Actualmente, a Payshop tem 2.734 agentes, número que sobe para 3.700 se adicionadas as estações dos CTT que também disponibilizam este método de pagamentos, e cobre 94 por cento do território nacional.