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PCP acusa Governo de violar Constituição ao recusar discutir pacote laboral com CGTP

PCP acusa Governo de violar Constituição ao recusar discutir pacote laboral com CGTP

O secretário-geral do PCP acusou hoje o Governo de violar a Constituição por não discutir o pacote laboral com a CGTP, afirmando estar em causa um desrespeito do direito "das organizações dos trabalhadores participarem na elaboração da legislação laboral". A CGTP vai hoje ao Ministério do Trabalho, na hora prevista da reunião entre Governo, UGT e as quatro confederações empresariais apesar de não ter sido convocada.

RTP /
Lusa

"Faz mal o Governo em procurar manobras. Faz mal o Governo em recorrer a tudo, desde logo a uma grosseira violação da Constituição, tentando deixar de fora a CGTP da discussão desse pacote laboral", disse Paulo Raimundo numa intervenção na sessão de abertura das jornadas parlamentares do PCP, em Viana do Castelo.

O secretário-geral comunista afirmou que o pacote laboral foi "rejeitado na greve geral, nos locais de trabalho, nas ruas" e "depois de rejeitado só tem um destino possível, que é a sua retirada de uma vez por todas".

Paulo Raimundo argumentou que o pacote laboral é do Governo, mas também da Iniciativa Liberal e do Chega, e "pretende agravar ainda mais uma lei que já prejudica e muito os trabalhadores e, em particular, os mais jovens".

"O Governo quer impor o pacote laboral, a luta dos trabalhadores definirá a sua derrota. Derrotar o pacote laboral e abrir o caminho para aquilo que se exige e para aquilo que devia estar em discussão neste momento e não o agravamento da situação dos trabalhadores", acrescentou o líder do PCP.

Para Raimundo, devia estar em discussão, no lugar desta proposta do Governo, a "revogação das normas gravosas da atual legislação" e a defesa e proteção de quem trabalha e "põe o país a funcionar".

"Essa gente toda precisa de salários mais altos, precisa de mais tempo para viver, precisa de direitos, precisa de estabilidade na sua vida, tudo ao contrário das ordens do patronato e da opção do PSD, do CDS, da Iniciativa Liberal e do Chega", sublinhou.

A ministra do Trabalho convocou a UGT e as quatro confederações empresariais para uma reunião com o objetivo de retomar as negociações sobre as alterações à lei laboral, após o apelo feito pelo Presidente da República na sequência da `rutura` anunciada pelos patrões, tendo a CGTP voltado a não ser convidada para o encontro.

O PCP inicia hoje dois dias de jornadas parlamentares no distrito de Viana do Castelo sob o lema "Direitos, Produção e Desenvolvimento", com iniciativas centradas no contacto com trabalhadores e instituições locais.

 

c/Lusa

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