Peru vai "beber" vinho alentejano da Cooperativa de Reguengos de Monsaraz

Reguengos de Monsaraz, Évora, 26 Mar (Lusa) - Os vinhos alentejanos da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM) estão a caminho do Peru, com a entrada da empresa naquele que é o terceiro mercado "conquistado" na América do Sul.

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O director-geral da CARMIM, José Canita, explicou hoje à agência Lusa que a primeira encomenda expedida para o Peru, num total de 12 mil garrafas das marcas Terras d`El Rei, Monsaraz e Garrafeira dos Sócios, "já vai a caminho", devendo chegar "dentro de duas semanas".

"É a primeira de muitas encomendas que pensamos vir a exportar para esse país. Já estamos a tentar que façam a segunda encomenda", argumentou.

A penetração neste novo mercado, o terceiro da América do Sul em que a CARMIM está presente, juntando-se ao Brasil e Venezuela, é encarada como "importante" pelo director-geral da empresa.

"É importante no âmbito da política que a CARMIM adoptou, há alguns anos, de abrir novos mercados a nível mundial e consolidar outros. Estes países, em conjunto com a América do Norte, o Leste Europeu e o Oriente, são áreas onde não estávamos implantados e cujos mercados estamos a tentar abrir", sublinhou.

Depois de, já este ano, a CARMIM ter começado a exportar para a Índia, segue-se agora o Peru, que tem cerca de 28 milhões de habitantes: "são dois mercados muito interessantes porque têm um elevado potencial de habitantes".

A primeira encomenda para o Peru, que vai ser colocada em unidades hoteleiras, mas também distribuída pelo país, engloba vinhos brancos e tintos, assim como o rosé e o espumante da marca Monsaraz e o "topo-de-gama" Garrafeira dos Sócios.

"A maior quantidade exportada para esse país é de Terras d`El Rei, mas já colocámos nesta primeira encomenda o Garrafeira dos Sócios, topo-de-gama, e o Monsaraz, de gama média-alta. Até enviámos espumante desta marca que, em Portugal, só está ainda em algumas garrafeiras", salientou.

O acordo estabelecido com o importador peruano, situado na capital, Lima, implica também a formação de vendedores desse país, os quais, desde 18 de Janeiro, têm sido alvo de acções de aprendizagem sobre as marcas da empresa alentejana.

"A nível mundial, está a haver um despontar do interesse para o consumo de vinhos. Os vinhos portugueses têm muita qualidade, não estão é nos locais onde deviam estar", sustentou José Canita.

A CARMIM, que tem um milhar de associados e produz, anualmente, uma média de 15 a 18 milhões de litros de vinho, quer dar resposta a esses novos mercados.

No total, incluindo o Peru, a CARMIM está presente em 24 países, exportando, sobretudo, para a Europa, Estados Unidos da América (EUA), Brasil e Angola e abrindo agora novos caminhos a Oriente (já vende para China e Índia) e na América do Sul.

Segundo José Canita, a empresa está em negociações com outros países, não apenas sul-americanos, mas também de outras regiões do mundo, para tentar penetrar nesses mercados.

"Estamos a trabalhar vários mercados a nível mundial e, a curto prazo, podemos vir a fechar acordo com mais algum país. As negociações com dois ou três países estão mais avançadas e pensamos fechar os acordos até ao final deste ano", revelou.

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