Economia
Plano do FMI defende mais despedimentos e cortes em salários e pensões
O Fundo Monetário Internacional (FMI) já descobriu o que Portugal deverá fazer para cortar quatro mil milhões de euros na despesa pública. Para isso avança com um programa detalhado que se torna na receita para o país. O documento é divulgado esta quarta-feira pelo Jornal de Negócios e, a concretizar-se, fica a certeza de que os sacrifícios impostos pelo Governo de Pedro Passos Coelho serão ainda mais dolorosos.
O FMI diz que se trata de um imenso programa para aumentar a eficiência do Estado e, com isso, cortar quatro mil milhões de euros na despesa pública, conseguido à custa de cortes em salários da função pública, baixar pensões, aumentar taxas moderadoras, dispensar professores e acabar com o que consideram ser os privilégios de polícias e militares.
Estas são algumas das sugestões que constam no relatório que, recorde-se, foi encomendado pelo Governo português no sentido de delinear a refundação do Estado social, um documento extenso de quase 80 páginas e no qual têm ainda participação a assessoria do Banco Mundial e da Comissão Europeia.
No relatório escreve-se que o Estado português é grande, ineficiente e concede privilégios injustificados o que, segundo os autores do documento, se torna num empecilho ao crescimento, pelo que a solução parece estar na redução de funcionários e salários em sectores como a Educação, Saúde e forças de segurança e ainda cortes no Estado Social, atingindo principalmente os apoios aos mais jovens.
Mas este é um relatório que conta também com a participação do Governo português, participação que o FMI não esquece e daí que tenha feito rasgados elogios à participação de alguns governantes, com destaque para os secretários de Estado do Orçamento, Morais Sarmento, dos Negócios Estrangeiros, Morais Leitão, e da Administração Pública, Hélder Rosalino.
Função Pública é o alvo
Os cortes propostos no relatório têm um alvo principal: os funcionários públicos. A tão desejada redução do peso do Estado terá como principal alvo a redução dos salários dos funcionários públicos e cortes nas pensões e só nestas duas alíneas o FMI descobre poupanças que podem ultrapassar os três mil milhões de euros.
A Educação é outro dos alvos do relatório e aí a proposta é de reduzir em 14 mil o número de professores e colocar entre 30 mil a 50 mil em mobilidade especial, o que resultaria, diz o FMI, num impacto entre 700 e mil milhões de euros.
As pensões são outro dos alvos do relatório para a desejada reforma do Estado e para isso os autores do documento apontam três caminhos.
O primeiro avança para um corte de 10 por cento em todas as reformas, o que equivale a 2,3 mil milhões de euros, e ainda indexar o pagamento dos subsídios de férias e Natal ao crescimento da economia, uma opção equivalente a uma poupança de mil milhões.
A segunda hipótese tem como alvo apenas as reformas futuras e como tal é avançada a proposta de subir a idade da reforma, ou seja, 600 milhões de euros como eventual redução.
A terceira e mais radical das propostas envolve a aplicação a todas as pensões do factor de sustentabilidade, tendo como alvo o período entre 2000 e 2007, assim como a redução de 20 por cento das pensões da Caixa Geral de Aposentações, tudo para poupar 1,6 mil milhões de euros.
Estas são algumas das sugestões que constam no relatório que, recorde-se, foi encomendado pelo Governo português no sentido de delinear a refundação do Estado social, um documento extenso de quase 80 páginas e no qual têm ainda participação a assessoria do Banco Mundial e da Comissão Europeia.
No relatório escreve-se que o Estado português é grande, ineficiente e concede privilégios injustificados o que, segundo os autores do documento, se torna num empecilho ao crescimento, pelo que a solução parece estar na redução de funcionários e salários em sectores como a Educação, Saúde e forças de segurança e ainda cortes no Estado Social, atingindo principalmente os apoios aos mais jovens.
Mas este é um relatório que conta também com a participação do Governo português, participação que o FMI não esquece e daí que tenha feito rasgados elogios à participação de alguns governantes, com destaque para os secretários de Estado do Orçamento, Morais Sarmento, dos Negócios Estrangeiros, Morais Leitão, e da Administração Pública, Hélder Rosalino.
Função Pública é o alvo
Os cortes propostos no relatório têm um alvo principal: os funcionários públicos. A tão desejada redução do peso do Estado terá como principal alvo a redução dos salários dos funcionários públicos e cortes nas pensões e só nestas duas alíneas o FMI descobre poupanças que podem ultrapassar os três mil milhões de euros.
A Educação é outro dos alvos do relatório e aí a proposta é de reduzir em 14 mil o número de professores e colocar entre 30 mil a 50 mil em mobilidade especial, o que resultaria, diz o FMI, num impacto entre 700 e mil milhões de euros.
As pensões são outro dos alvos do relatório para a desejada reforma do Estado e para isso os autores do documento apontam três caminhos.
O primeiro avança para um corte de 10 por cento em todas as reformas, o que equivale a 2,3 mil milhões de euros, e ainda indexar o pagamento dos subsídios de férias e Natal ao crescimento da economia, uma opção equivalente a uma poupança de mil milhões.
A segunda hipótese tem como alvo apenas as reformas futuras e como tal é avançada a proposta de subir a idade da reforma, ou seja, 600 milhões de euros como eventual redução.
A terceira e mais radical das propostas envolve a aplicação a todas as pensões do factor de sustentabilidade, tendo como alvo o período entre 2000 e 2007, assim como a redução de 20 por cento das pensões da Caixa Geral de Aposentações, tudo para poupar 1,6 mil milhões de euros.