PME têm de estar ligadas em rede para serem competitivas a nível global

O Coordenador da Estratégia de Lisboa, Carlos Zorrinho, defendeu hoje que as pequenas e médias empresas (PME) têm que estar ligadas em rede para que sejam eficientes a nível global.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"As PME que se inserem na rede global têm de estar ligadas para que sejam compatíveis e eficientes globalmente", disse Carlos Zorrinho na Conferência "Utilização das TIC para a Competitividade das PME", em Lisboa.

Segundo Zorrinho, que é também o coordenador do Plano Tecnológico, é essencial que "as PME portuguesas e europeias joguem na primeira liga da competitividade mundial".

Daí a importância das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), que apesar de serem instrumentais para as empresas, são um elemento de resposta vital para a gestão, organização e competitividade das empresas.

"As TIC permitem a criação de novos modelos de negócio, exigem novas competências para que se criem novos empregos e maior competitividade, sobretudo no acesso das PME a nichos de mercados globais", adiantou.

O coordenador destacou ainda a importância do papel das políticas públicas por parte do Governo na criação de um ambiente favorável a uma maior competitividade alicerçada na expansão das TIC no âmbito empresarial.

Adiantou que a nova política europeia dá particular ênfase à qualificação, ambiente e à aposta na inovação, além de apostar nas TIC, com o objectivo de se criar mais emprego e maior competitividade empresarial, em particular por parte das PME que têm um peso decisivo no tecido empresarial dos países europeus.

"O desafio das políticas públicas é apostar naqueles [empresas] que estão ligados à rede global, ou seja, os que não ficarão para trás", salientou.

"Ou se fica ligado ao futuro, ou se fica preso ao passado", sublinhou Zorrinho.

O coordenador da Estratégia de Lisboa referiu igualmente que Portugal está a responder aos desafios postos pelas TIC e pela globalização.

Para tal, lançou uma nova geração de políticas para as PME, também conhecidas por SIM - Soluções Integradas para a Modernização, que, no fundo, se podem resumir como o plano tecnológico para empresas de pequena e média dimensão.

No Encontro, os participantes falaram também do desnível ("gap") de qualificações e competências existente em Portugal.

No entanto, assinalaram como positiva a permeabilidade das PME e dos portugueses às TIC, um elemento positivo para responder o mais rapidamente possível à desvantagem competitiva existente.

Por sua vez, Costas Andropoulos, Chefe da Unidade Tecnologis da Inovação, Indústrias TIC e e-Business da Comissão Europeia disse que as prioridades de Bruxelas para os próximos anos vão no sentido de investir nas pessoas, na Investigação & Desenvolvimento, bem como no ambiente empresarial.

"Queremos que as PME estejam no topo da agenda da União Europeia, com o objectivo de aumentar a sua capacidade e competitividade", sublinhou.

PUB