População de Couço manifesta-se contra "retirada e redução dos serviços públicos"
Coruche, 05 nov (Lusa) - A população da freguesia de Couço, concelho de Coruche, exigiu hoje a reabertura dos serviços da Segurança Social, o regresso dos CTT ao domínio público e o prolongamento do horário de atendimento no centro de saúde.
Reivindicações feitas no final de um cordão humano realizado esta manhã, que ligou os locais públicos da freguesia, em protesto contra a retirada, redução ou descaracterização dos serviços públicos fundamentais.
"A iniciativa foi muito participativa e contou com a presença de mais de uma centena de pessoas que se manifestaram em defesa dos serviços públicos que têm vindo a ser retirados, reduzidos ou descaraterizados", disse à Lusa Ortelinda Graça, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos da Freguesia do Couço (CUSPFC).
A população está contra o facto de numa freguesia "com lugares dispersos" sejam "retirados, reduzidos ou descaracterizados serviços públicos fundamentais como a estação dos correios, a Segurança Social, a GNR, a educação, os transportes escolares, a gestão da Água ou da Saúde".
"Exigimos a reabertura do balcão da Segurança Social, que os CTT voltem a ser um serviço público e não privado e que o centro de saúde passe a funcionar até às 19:00, pois o horário foi reduzido em 4 horas", explicou Ortelinda Graça.
Além destas reivindicações, a CUSPFC, defende ainda "a ativação da secção dos bombeiros" e a "autonomia da EBI/JI da freguesia" que agora faz parte do Agrupamento de Escolas de Coruche que "fica a 25 quilómetros" de Couço.
Nos protestos desta manhã, a população contou com o apoio da junta de freguesia local.
"Vivemos numa zona que se pode considerar interior e estes serviços públicos que nos têm vindo a ser retirados ou desvirtuados são muito importantes para a população. Vamos lutar para que esta situação se inverta", referiu o presidente da Junta, Luís Alberto Ferreira.
No final do cordão humano, foi ainda aprovada, por unanimidade, uma moção onde é dado o "total apoio à greve geral convocada pela CGTP para o dia 24 de novembro".
No documento, a comissão de utentes apela também à população que nesse dia "não adquire produtos alimentares, nem outros bens" e não mande os filhos "para as creches, infantários, jardins-de-infância ou escolas".
A moção será agora enviada para o Presidente da República, Assembleia da República e respetivos grupos parlamentares, Primeiro-Ministro, Câmara e Assembleia Municipal de Coruche e junta de freguesia local.