Economia
Pôr dinheiro no Bankia "é como arrumar as cadeiras do convés do Titanic"
A maioria dos analistas internacionais acha que o Governo espanhol faz mal em intervir no banco Bankia, a instituição financeira que se tornou no foco dos mercados internacionais. "É como arrumar as cadeiras no convés do Titanic", diz hoje um conselheiro dos bancos espanhóis ao Financial Times. "Penso que a Espanha ainda não percebeu quão fracos estão os seus bancos e quão grave é a situação".
Ontem, o primeiro-ministro Mariano Rajoy anunciou, em entrevista a uma rádio, que o Governo iria aprovar um decreto para sanear o sistema financeiro e, se fosse necessário, o
Estado injetaria dinheiro no setor. Hoje de manhã, as ações do Bankia afundaram completamente na bolsa de Madrid e estavam a perder 5 por cento há cerca de uma hora. Desde Julho do ano passado, o Bankia já perdeu 40 por cento do seu valor em bolsa.
Tudo se precipitou com a demissão, ontem, do presidente do Bankia, o ex-ministro Rodrigo Rato. A situação do Bankia é delicada, e se o resgate se concretizar implica a injeção de 7 mil milhões de euros naquela instituição. Há mesmo quem fale em 10 mil milhões de euros, como forma de garantir a solvência no setor. Os jornas espanhóis dizem, esta manhã, que o Governo pressionou Rato a demitir-se.
O líder do PSOE, Afredo Pérez Rubalcaba, criticou também ontem como "deplorável" a atuação do Governo no caso Bankia, mas tentou tranquilizar os clientes do banco: "Tenho o meu dinheiro no Bankia e não vou fazer nada com os minhas poupanças", disse Rubalcaba. "Os cidadãos podem estar tranquilos que não vão perder um único euro com esta transformação do sistema financeiro, que é necessária".
Apesar da descrença dos analistas sobre os efeitos de um eventual resgate do banco, parece haver consenso entre as principais forças políticas espanholas para que isso aconteça. Rubalcaba, no entanto, tem dito que não concorda que o dinheiro do resgate saia do bolso dos cidadãos.
No mês passado, o Fundo Monetário Internacional, diz o Financial Times, já tinha avisado que o Bankia constituia o maior risco para a estabilidade do setor bancário espanhol e recomendava, para ele e para os outros bancos espanhóis, "medidas rápidas e decisivas" para melhorar a sua gestão e as práticas internas.
Tudo se precipitou com a demissão, ontem, do presidente do Bankia, o ex-ministro Rodrigo Rato. A situação do Bankia é delicada, e se o resgate se concretizar implica a injeção de 7 mil milhões de euros naquela instituição. Há mesmo quem fale em 10 mil milhões de euros, como forma de garantir a solvência no setor. Os jornas espanhóis dizem, esta manhã, que o Governo pressionou Rato a demitir-se.
O líder do PSOE, Afredo Pérez Rubalcaba, criticou também ontem como "deplorável" a atuação do Governo no caso Bankia, mas tentou tranquilizar os clientes do banco: "Tenho o meu dinheiro no Bankia e não vou fazer nada com os minhas poupanças", disse Rubalcaba. "Os cidadãos podem estar tranquilos que não vão perder um único euro com esta transformação do sistema financeiro, que é necessária".
Apesar da descrença dos analistas sobre os efeitos de um eventual resgate do banco, parece haver consenso entre as principais forças políticas espanholas para que isso aconteça. Rubalcaba, no entanto, tem dito que não concorda que o dinheiro do resgate saia do bolso dos cidadãos.
No mês passado, o Fundo Monetário Internacional, diz o Financial Times, já tinha avisado que o Bankia constituia o maior risco para a estabilidade do setor bancário espanhol e recomendava, para ele e para os outros bancos espanhóis, "medidas rápidas e decisivas" para melhorar a sua gestão e as práticas internas.