Portugal mantém 64.ª posição no Índice de Liberdade Económica de 2016
Portugal mantém-se na 64.ª posição no índice de Liberdade Económica de 2016, num total de 178 países, graças a "reformas estruturais", como a redução do setor público e o regresso aos mercados, segundo a Heritage Foundation.
De acordo com este índice, que é elaborado anualmente pela fundação norte-americana e o The Wall Street Journal, a pontuação de Portugal desceu 0,2 pontos face ao ano anterior, para um total de 65,1 pontos este ano, acima da média mundial, que é de 60,7 pontos.
Em 2014, Portugal ocupava a 69.ª posição no índice de Liberdade Económica e passou o 64.º lugar em 2015.
A Heritage Foundation destaca que a "economia de Portugal beneficiou de reformas estruturais recentes", como a "redução do ineficiente e desproporcionado setor público, melhor gestão das finanças públicas, e reformas às empresas estatais geradoras de prejuízos".
"Um regresso aos mercados de títulos soberanos permitiu a Portugal começar a pagar o seu empréstimo ao FMI [Fundo Monetário Internacional] antes do prazo estabelecido", acrescenta a fundação.
Portugal manteve os mesmos resultados de 2015 em quatro dos dez indicadores utilizados para o cálculo do índice, registando subidas em três (liberdade laboral, liberdade monetária e ausência de corrupção) e descidas noutros três (gastos governamentais, liberdade fiscal e liberdade empresarial).
O índice de Liberdade Económica, que coloca nas primeiras posições Hong Kong, Singapura e Nova Zelândia, por terem os melhores índices, também coloca Portugal na 30.ª posição no conjunto de 44 países da Europa.
O indicador analisa a evolução de 178 economias nacionais que classifica em função de dez variáveis englobadas em quatro grupos: Estado de Direito, dimensão do Governo, eficiência ao nível da regulação e criação de novos negócios.