Portugueses dão mesada de 119 EUR aos filhos para despesas alimentação, transportes e lazer
Lisboa, 02 Abr (Lusa) - Cada família portuguesa dá em média aos filhos 119 euros por mês para gastos em alimentação, diversão, transportes, desporto e actividades escolares, conclui um estudo encomendado pela Associação de Instituições de Crédito Especializado hoje divulgado.
Das pessoas inquiridas, 62 por cento disse ter filhos e desses, um quarto afirmou dar-lhes uma mesada e outro quarto disse entregar-lhes o dinheiro mensalmente, cabendo às crianças fazer a gestão desse mesmo dinheiro.
Esse dinheiro serve sobretudo para despesas de alimentação (27 por cento), diversos e gastos próprios (27 por cento), transportes (17 por cento) e actividades escolares (24 por cento).
O telemóvel absorve quase 17 por cento desse dinheiro que os filhos recebem e as actividades desportivas ficam com 7,4 por cento.
Desagregando mais a informação, os dados mostram que 77 por cento das famílias dá aos filhos até 150 euros por mês e 17 por cento entre 151 e 300 euros.
Dessa maioria que entrega aos filhos até 150 euros, 38 por cento dá até 30 euros e 25 por cento dá-lhes entre 31 e 60 euros.
Só um por cento dos filhos recebe mais de 600 euros.
Em 80 por cento dos casos, os filhos sabem controlar o dinheiro até ao final do prazo estipulado, mas se este acabar antes do prazo, metade dos pais pondera dar-lhes mais dependendo da situação.
Quase 90 por cento das famílias diz incitar o filho a poupar, mas só 60 por cento das famílias diz que os filhos costumam partilhar da definição do plano familiar de gastos.
Mendes Rodrigues, presidente da ASFAC, disse em conferência de imprensa, que o mesmo estudo revela que não existe actualmente nas escolas informação suficiente sobre educação financeira.
O estudo, cujo objectivo era avaliar a relação dos portugueses com o dinheiro e os seus hábitos de crédito, foi realizado pela empresa de sondagens Netsonda para a ASFAC, com a informação recolhida entre 12 e 26 de Março.
A amostra assentou num inquérito a 835 indivíduos, em que 54,6 por cento das pessoas tem mais de 45 anos.
A margem de erro é de 3,4 por cento e o nível de confiança é de 95 por cento.