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"Possibilidade distante". Brisa diz ser extemporâneo discutir se custos de reparação da A1 serão cobrados ao Estado

"Possibilidade distante". Brisa diz ser extemporâneo discutir se custos de reparação da A1 serão cobrados ao Estado

O presidente da Brisa disse esta sexta-feira, em entrevista ao Telejornal, ser "extemporâneo" discutir neste momento se os custos de reparação da A1 em Coimbra irão mais tarde ser exigidos ao Estado.

RTP /
"É preciso obviamente apurar responsabilidades para que uma situação destas não se repita", sendo que cobrar uma fatura ao Estado ou aos acionistas da empresa "é uma possibilidade distante", explicou António Pires de Lima.

"Não gostaria de especular numa altura em que as pessoas estão preocupadas em recuperar a normalidade da circulação", afirmou o responsável em resposta ao jornalista João Adelino Faria.

O presidente da Brisa disse ainda existir uma primeira estimativa de custo, mas não quis avançar com números concretos.

"Não me devo precipitar a dar essa informação. É uma obra que a Brisa está a assumir. Não estamos a discutir prazos nem metodologias nem nenhuma espécie de negociação de quem é o responsável por este custo com nenhuma autoridade", assegurou.

"Aquilo que nos preocupa neste momento é repor o funcionamento normal da A1 e a Brisa não se está a poupar a esforços".

Segundo António Pires de Lima, a empresa está a trabalhar "em estreitíssima colaboração" com o LNEC, o Ministério das Infraestruturas, a secretaria de Estado da Proteção Civil e com a Proteção Civil.

"Esta primeira fase de enrocamento daquela fissura grande no quilómetro 191 vai ser completada num tempo anterior àquele que nós inicialmente tínhamos previsto", adiantou.

"Até domingo devemos ter terminada esta fase. Depois entraremos na fase dois", que é o lançamento da consulta pública, na próxima semana, para "adjudicar a obra de reparação".

A Brisa não consegue precisar quanto tempo demorarão as obras de recuperação, mas estima que dentro de três a quatro semanas já se possa circular novamente neste troço da A1.

O presidente da empresa sublinhou que "era muito difícil prever onde é que poderia romper o dique" que levou aos danos na A1, já que "não há no passado nenhum histórico de o dique ter rompido precisamente na estrutura do viaduto".

António Pires de Lima explicou ainda que "não havia nenhuma indicação que apontasse para a necessidade de reforçar naquela zona exata".

"Não haveria nenhuma espécie de proteção que pudesse proteger 2.000 metros cúbicos de água que foram lançados não para o viaduto (...) mas para o acesso, o talude, o aterro que estava formado", elucidou.
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