Economia
Preços de bens e serviços sobem em 2008
Os consumidores portugueses enfrentam, este ano, aumentos de preços de bens e serviços acima da estimativa do Governo para a taxa de inflação. As subidas de preços abarcam portagens, electricidade e bens essenciais como o pão.
No caso do pão, o acréscimo de preços poderá ir de 10 a 15 por cento já em Janeiro ou Fevereiro, segundo as estimativas da Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte, citadas pela Agência Lusa. Os industriais do sector evocam a subida de 92 por cento do preço da farinha de cereais, matéria-prima de base, para justificar um dos maiores aumentos previstos para 2008.
Também o preço do arroz deverá aumentar este ano, embora os industriais do sector não estejam ainda em condições de avançar uma previsão. Portugal tem o mais alto consumo per capita de arroz na Europa.
Outro dos aumentos previstos diz respeito à electricidade. Segundo a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, aprovada pelo Conselho Tarifário, os acréscimos serão, em média, de 2,9 por cento em Portugal Continental, 2,6 por cento no arquipélago dos Açores e de 4,9 por cento na Madeira.
Isto significa que a maior parte dos consumidores domésticos pode contar, em 2008, com um aumento de 1,08 euros na factura mensal.
Já os consumidores industriais enfrentam um aumento médio de 3 por cento - os clientes de muito alta tensão e alta tensão esperam uma subida de 3,9 por cento; para a média tensão, a subida será de 2,7 por cento, ao passo que os clientes de baixa tensão especial terão de suportar um aumento de 2,5 por cento.
No ano em que começa a vigorar a nova lei do tabaco, crescem também os preços deste produto. Em 2005, o Governo determinou que o Imposto sobre o Tabaco sofreria um aumento médio anual de 15 por cento até 2009. A partir deste mês, o aumento médio do preço de um maço das marcas mais procuradas pode chegar aos 30 cêntimos.
As portagens de auto-estradas aumentaram já a partir das 0h00 desta terça-feira, sofrendo uma subida média de 2,6 por cento. O aumento médio diz respeito às cinco concessões (Brisa, Brisal, Auto-Estradas do Atlântico, Lusoponte e Aenor).
Contudo, os contratos de concessão determinam um arredondamento dos aumentos em múltiplos de cinco cêntimos, o que deixa de fora algumas portagens. Dados do Ministério dos Transportes e Obras Públicas indicam que 42 por cento das 573 taxas de portagens de todas as classes não vão registar alterações.
Quanto à água, o Instituto Regulador das Águas e Resíduos ainda não tem as estimativas encerradas, esperando concluir o procedimento ainda este mês.
Nos transportes públicos, o aumento médio é de 3,9 por cento.
Aumento das taxas moderadoras
O acesso aos serviços de saúde fica também mais caro a partir de hoje, dado o acréscimo das taxas moderadoras.
O aumento consta de uma portaria publicada em Diário da República.
A partir de hoje, o acesso ao serviço de urgência de um hospital central custa 9,20 euros, um aumento de 45 cêntimos. Nos hospitais distritais e centros de saúde, os valores são de 8,20 euros e 3,60 cêntimos, respectivamente.
Em caso de internamento, as taxas moderadoras passam a fixar-se em 5,10 euros por dia, nos primeiros dez dias. Na cirurgia de ambulatório, a taxa é de 10,20 euros.
Em 2008, o Salário Mínimo Nacional aumenta em 5,7 por cento para 426 euros, um valor estabelecido no acordo tripartido firmado em 2006 – as metas seguintes são de 450 euros em 2009 e 500 euros em 2011.
O referencial de cálculo das prestações sociais – Indexante de Apoios Sociais – deve situar-se em 407,4 euros.
Também o preço do arroz deverá aumentar este ano, embora os industriais do sector não estejam ainda em condições de avançar uma previsão. Portugal tem o mais alto consumo per capita de arroz na Europa.
Outro dos aumentos previstos diz respeito à electricidade. Segundo a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, aprovada pelo Conselho Tarifário, os acréscimos serão, em média, de 2,9 por cento em Portugal Continental, 2,6 por cento no arquipélago dos Açores e de 4,9 por cento na Madeira.
Isto significa que a maior parte dos consumidores domésticos pode contar, em 2008, com um aumento de 1,08 euros na factura mensal.
Já os consumidores industriais enfrentam um aumento médio de 3 por cento - os clientes de muito alta tensão e alta tensão esperam uma subida de 3,9 por cento; para a média tensão, a subida será de 2,7 por cento, ao passo que os clientes de baixa tensão especial terão de suportar um aumento de 2,5 por cento.
No ano em que começa a vigorar a nova lei do tabaco, crescem também os preços deste produto. Em 2005, o Governo determinou que o Imposto sobre o Tabaco sofreria um aumento médio anual de 15 por cento até 2009. A partir deste mês, o aumento médio do preço de um maço das marcas mais procuradas pode chegar aos 30 cêntimos.
As portagens de auto-estradas aumentaram já a partir das 0h00 desta terça-feira, sofrendo uma subida média de 2,6 por cento. O aumento médio diz respeito às cinco concessões (Brisa, Brisal, Auto-Estradas do Atlântico, Lusoponte e Aenor).
Contudo, os contratos de concessão determinam um arredondamento dos aumentos em múltiplos de cinco cêntimos, o que deixa de fora algumas portagens. Dados do Ministério dos Transportes e Obras Públicas indicam que 42 por cento das 573 taxas de portagens de todas as classes não vão registar alterações.
Quanto à água, o Instituto Regulador das Águas e Resíduos ainda não tem as estimativas encerradas, esperando concluir o procedimento ainda este mês.
Nos transportes públicos, o aumento médio é de 3,9 por cento.
Aumento das taxas moderadoras
O acesso aos serviços de saúde fica também mais caro a partir de hoje, dado o acréscimo das taxas moderadoras.
O aumento consta de uma portaria publicada em Diário da República.
A partir de hoje, o acesso ao serviço de urgência de um hospital central custa 9,20 euros, um aumento de 45 cêntimos. Nos hospitais distritais e centros de saúde, os valores são de 8,20 euros e 3,60 cêntimos, respectivamente.
Em caso de internamento, as taxas moderadoras passam a fixar-se em 5,10 euros por dia, nos primeiros dez dias. Na cirurgia de ambulatório, a taxa é de 10,20 euros.
Em 2008, o Salário Mínimo Nacional aumenta em 5,7 por cento para 426 euros, um valor estabelecido no acordo tripartido firmado em 2006 – as metas seguintes são de 450 euros em 2009 e 500 euros em 2011.
O referencial de cálculo das prestações sociais – Indexante de Apoios Sociais – deve situar-se em 407,4 euros.