Presidente da ENGIE admite negociações "há muito tempo" sobre parceria com EDP

| Economia

A `joint-venture` com a EDP para o segmento da energia eólica `offshore` está a ser negociada "há muito tempo", afirmou a presidente executiva da francesa ENGIE, durante a apresentação do memorando de entendimento, em Londres.

"Confirmo que é algo em que temos estado a trabalhar há muito tempo. Foi posta na mesa de forma natural. As nossas equipas trabalham juntas nos projetos que temos. A certa altura, é natural do ponto de vista estratégico e porque a dinâmica é boa entre pessoas ao nível do projeto", referiu, em resposta aos jornalistas.

A EDP e a ENGIE anunciaram hoje em Londres a assinatura de um memorando de entendimento estratégico para criar uma `joint-venture`, controlada em partes iguais, no segmento eólico `offshore` (em alto-mar), fixo e flutuante.

A `joint-venture` surge cerca de um ano depois de a imprensa francesa noticiar que a ENGIE estaria interessada na aquisição da EDP, adiantando existir contactos entre os dois grupos.

Na altura, em abril de 2018, o presidente executivo da EDP, António Mexia, disse à agência Lusa que as notícias sobre negociações com a ENGIE eram "histórias" e "realidade virtual", garantindo que "não existe nada" e que "a EDP controla o seu próprio destino".

Cerca de um mês depois, a principal acionista da elétrica portuguesa, a China Three Gorges, anunciava a intenção de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP (e a EDP Renováveis - EDPR), que chegou ao fim no passado dia 24 de abril, na assembleia-geral de acionistas.

Hoje, o presidente executivo da EDP, António Mexia, vincou que este entendimento foi "aprovado pelos acionistas de referência, porque é um passo natural".

"O facto de estarmos aqui hoje é porque só fomos capazes de finalizar detalhes recentemente", afirmou, referindo que existe "ainda algum trabalho por fazer".

As duas empresas pretendem ter a `joint-venture`, cujo nome não foi relevado, até ao final do ano, tendo escolhido Madrid para instalar a sede, cidade onde já está sediada a EDPR, a subsidiária da EDP para as energias renováveis.

O presidente executivo será Spyridon Martinis, atual membro da Comissão Executiva da EDPR, enquanto que o `chief operating officer` será Greg Gorski e o presidente do Conselho de Administração Paulo Almirante, ambos da ENGIE.

Após um mandato de três anos, os papéis revertem-se e será a empresa francesa a indicar o presidente executivo da `joint-venture`.

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