Presidente da Galp prevê redução "acentuada" nos preços de combustíveis

A Galp Energia prevê uma "queda acentuada" nos preços das gasolinas e dos gasóleos, em resultado da quebra da matéria-prima nos mercados internacionais, adiantou esta terça-feira o presidente executivo da petrolífera portuguesa. Ferreira de Oliveira sustenta que, no primeiro semestre de 2009, os preços médios praticados em Portugal ficaram abaixo dos valores espanhóis.

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"O que vemos no curto prazo é uma queda acentuada nas gasolinas e nos gasóleos", disse o presidente da Galp Energia RTP

Num contexto de queda do preço do petróleo nos mercados internacionais, a Galp Energia estima que o "consumidor final" comece em breve a sentir os reflexos de uma tendência que perdura há seis sessões consecutivas.

"O que vemos no curto prazo é uma queda acentuada nas gasolinas e nos gasóleos. Estamos a ver isso no mercado", afirmou o presidente executivo da petrolífera portuguesa, à margem de uma conferência do MIT Portugal. Os preços da matéria-prima, prosseguiu Ferreira de Oliveira, "naturalmente serão repercutidos ao consumidor final".

Os preços do petróleo nos mercados de Nova Iorque e Londres caíram esta terça-feira abaixo dos 63 dólares. Ao início da tarde, a cotação do barril de Brent, referência para o mercado português, situava-se nos 62,89 dólares, uma queda de 1,16 dólares face à sessão da véspera.

Regime de preços em Portugal "está desfasado"

De acordo com uma avaliação da Comissão Europeia, o consumidor português será aquele que, descontados os impostos, despende mais dinheiro pela gasolina no conjunto dos 27. Os números de Bruxelas, relativos ao primeiro semestre de 2009, são rejeitados pelo presidente executivo da Galp Energia, que fala de um desfasamento na análise dos preços - as quebras nos mercados internacionais têm impacto em Portugal com um atraso de uma semana, o que, segundo Ferreira de Oliveira, explica as diferenças de preços entre os dois países da Península Ibérica.

"A Galp Energia, nos primeiros seis meses deste ano, teve os preços inferiores à média em Espanha, por exemplo", sustentou Ferreira de Oliveira.

"O que acontece é que o que se reproduz são leituras pontuais do valor dos preços, num determinado dia, e nesses dias, como sabemos todos, Portugal tem um regime de preços que está desfasado uma semana do preço europeu", afirmou o presidente executivo da petrolífera portuguesa.

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