Presidente do Bankinter diz que entrada do banco em Portugal foi muito bem recebida
O presidente do Bankinter, Pedro Guerrero, disse hoje que a entrada do banco em Portugal foi muito bem recebida e a presidente executiva considerou que a discussão sobre a espanholização da banca portuguesa é "artificial".
"Durante os contactos com as autoridades, com clientes, tivemos uma receção muito positiva, não podia ser melhor, e ficamos muito contentes", afirmou num encontro com jornalistas o presidente do banco espanhol, que comprou recentemente grande parte da operação do Barclays em Portugal.
O responsável tinha sido questionado sobre o debate que aconteceu há algumas semanas sobre o risco de o sistema financeiro português ser dominado por entidades espanholas, tendo dito que não faz sentido esse receio, até porque na União Europeia há "cada vez mais um mercado bancário único com supervisor único".
Já para a presidente executiva do Bankinter, Maria Dolores Dancausa, "a polémica sobre a presença de bancos espanhóis é um bocado artificial" e disse que, da parte do banco que dirige, não estão previstas mais aquisições.
"Demoramos 50 anos a fazer uma operação, não será em pouco tempo que faremos outras", afirmou.
Sobre a opção da expansão para Portugal, Pedro Guerrero considerou o mercado português um destino "natural", uma vez que é mais fácil a expansão para um país próximo, e considerou que a operação do Barclays no mercado português "encaixava muito bem nas caraterísticas do Bankinter", em perfil de negócio e localização de agências.
"Estamos convencidos que vamos fazer um bom negócio e vamos trazer valor à economia portuguesa", afirmou o presidente do banco.
O Bankinter concluiu em abril a compra, por 86 milhões de euros, dos negócios de banca de particulares, banca privada e parte da banca corporativa que o Barclays detinha em Portugal.
O negócio também incluiu os seguros de vida e pensões em Portugal, com a Bankinter Seguros de Vida (empresa controlada em 50% pelo Bankinter e pela Mapfre) a adquirir a operação em Portugal do Barclays, por 75 milhões de euros.
Hoje, perante os jornalistas, os responsáveis do banco disseram que não vão aumentar a rede nem diminuir pessoal e que o objetivo é fazer crescer o negócio tendo por base a atual dimensão.
O Bankinter, que celebrou em 2015 o seu 50.º aniversário, obteve no ano passado um lucro líquido de 375,9 milhões de euros, um crescimento de 36,3% face ao ano anterior.