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Presidente do BPI diz que Oferta Pública de Venda do BFA foi enorme sucesso

Presidente do BPI diz que Oferta Pública de Venda do BFA foi enorme sucesso

O presidente do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, considerou hoje que a Oferta Pública de Venda (OPV) ao Banco de Fomento Angola (BFA) foi "um enorme sucesso".

Lusa /
Manuel de Almeida - Lusa

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados até setembro, o presidente do banco do grupo espanhol Caixabank apontou que "ninguém acreditava" que a operação tivesse a procura que teve.

"Foi um enorme sucesso. A procura foi cinco vezes a oferta, foi colocado em todas as províncias em Angola", sublinhou.

O banqueiro enalteceu que foi "nada mais, nada menos, a maior operação em África em 2025" e a maior operação de sempre em Angola, tendo envolvido todos os intermediários financeiros no país.

João Pedro Oliveira e Costa sublinhou ainda que a operação provocou uma forte dispersão do capital, com 8.500 novos acionistas.

O BPI encaixou cerca de 103 milhões de euros com a venda de 14,75% do BFA, passando a deter 33,35% do banco.

Além do BPI, também a Unitel disponibilizou 15% do capital da empresa, reduzindo a sua participação para 36,90%.

A Unitel é atualmente controlada pelo Estado angolano, depois do processo de recuperação de ativos, e o BPI pelo espanhol CaixaBank, que adquiriu em 2017 a participação de 18% a Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

João Pedro Oliveira e Costa registou que não está, neste momento, prevista uma segunda fase de redução da participação, mas que há uma cláusula de `tag-along` que permite ao BPI acompanhar a Unitel na venda de participações nas mesmas condições.

O presidente do BPI referiu que é "um direito, e não um dever", pelo que não lhe é imposta uma venda suplementar caso a Unitel assim o decida, mas que o banco irá "olhar com muita atenção" o que vier a ser decidido pelo Estado angolano.

Ainda assim, sublinhou que o banco já tem uma história com mais de 30 anos em Angola e que há "um enorme sentido de responsabilidade e valorização do ativo".

"Não é por acaso que é a maior operação em África e a melhor operação em Angola desde sempre. Um dos motivos para isso mesmo é a estabilidade, a credibilidade e o comportamento dos seus acionistas", acrescentou.

O responsável do banco disse que a participação do BPI é uma posição financeira, e não uma posição estratégica.

Ao mesmo tempo, considerou que a operação em Angola demonstrou que o mercado se tornou mais maduro e "mais de acordo com aquilo que são as práticas internacionais".

"Se nos perguntarem: estão a pensar em vender a vossa posição? A resposta é não", afirmou, por agora.

Desde 2017, o BPI tem uma recomendação do Banco Central Europeu (BCE) que o obriga a reduzir a exposição a Angola, pois considera que a supervisão angolana não é equivalente à europeia.

O BPI anunciou hoje lucros de 389 milhões de euros até setembro, menos 12% que no mesmo período de 2024.

O BFA contribuiu com 42 milhões de euros, num aumento de 10% em termos homólogos.

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