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Presidente do Brasil quer adoptar modelo português

Presidente do Brasil quer adoptar modelo português

O presidente do Brasil quer adoptar o modelo português de abertura de empresas em apenas 30 minutos. Inácio Lula da Silva pediu ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comercio Exterior de Brasília que fizesse um estudo técnico sobre a viabilidade de adoptar o sistema que existe em Portugal onde, segundo disse, uma empresa é aberta em 37 minutos. O pedido foi feito um dia depois de Lula ter participado, em Lisboa, na cimeira luso-brasileira.

António Carneiro,RTP /
O Presidente do Brasil, Inácio Lula da Silva, conversa com o primeiro-ministro português, José Sócrates, durante a cimeira luso-brasileira em Lisboa. Lula quer adoptar o modelo português de "empresas em 30 minutos". António Cotrim,EPA

"Já pedi para o Miguel Jorge (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) ir atrás", salientou o presidente, em declarações publicadas pelo diário Folha de São Paulo.

"Acho importante dar uma estudada sobre como funciona lá (em Portugal), porque eles têm um balcão de venda de empresas", afirmou.

"Eles preparam os projectos, vendem, então, é importante ver isso. Tem uma queixa aqui (no Brasil sobre a burocracia para abrir empresas)", disse Lula da Silva.

Quarta feira, na cimeira luso-brasileira, Lula da Silva disse, ao elogiar o Governo de José Sócrates, que foi preciso visitar Portugal "para descobrir um país onde uma empresa se cria em 30 minutos".

"O ministro da Indústria (brasileiro) vai ter que aprender com Portugal. Nós vamos ter que aprender com Portugal", acentuou.

Lula da Silva revelou também que teria gostado de criar no Brasil um o Ministério da Micro e Pequena Empresa, mas acabou por desistir, por temer que a imprensa tratasse a questão como oportunismo eleitoral durante as presidenciais deste ano. Sugeriu, por isso que um futuro presidente o venha a fazer.

"Não é compatível que o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior seja o representante da micro e pequena empresa, mas meus companheiros da imprensa iriam dizer que era questão eleitoral. E eu resolvi deixar para que quem vier depois de mim que faça ou não faça", disse o presidente, referindo-se ao seu sucessor.

Burocracia "trava" negóciosUm estudo divulgado quarta-feira pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Administração, que mede o ambiente de negócios nos países, considera que existe excesso de burocracia no Brasil para abertura de empresas e que isso "trava" as oportunidades de negócios.

Entre 58 países analisados pelo estudo, o Brasil ficou no 38º lugar no ranking sobre ambiente económico. No entanto, no que respeita à "eficiência do Governo" o país ficou colocado no 52º Posição.

No mesmo sentido vai um recente relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que indica que o Governo brasileiro é lento e burocrático na análise de fusões e aquisições de empresas.

Recentemente o governo japonês juntou-se aos que apontam a burocracia como o maior obstáculo para o crescimento dos investimentos no Brasil. Na última quinta-feira o vice-ministro para Relações Internacionais do Ministério da Economia japonês, Hiroyuki Ishige, afirmou em Brasília que o patamar de investimentos nipónico pode crescer, se o Brasil superar essas barreiras.

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