Presidente do Eixo Atlântico reivindica mais capacidade para intervir na região
O presidente do Eixo Atlântico, Ricardo Rio, afirmou hoje que falta na região Norte "uma instituição forte e indutora de consensos", reivindicando por isso mais capacidade de intervenção para aquele organismo.
"O Eixo Atlântico é um espaço de interligação do mais relevante no plano nacional. Quando reivindicamos mais intervenção, fazemo-lo no interesse da região. Toda a região irá ganhar", afirmou à Lusa no dia em que foi conhecido o estudo pedido ao ex-ministro Braga da Cruz para aquele organismo que agrega 38 municípios portugueses e galegos.
Entre outras propostas deixadas no documento, os municípios do Eixo Atlântico querem ver revisto o papel da Comunidade de Trabalho Galiza/Norte de Portugal, cuja capacidade de intervenção política deve ser "revigorada", e querem ver alterado o modelo de coordenação e planeamento regional do lado português.
"É uma crítica institucional [à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte -- CCDR-N]. Não julgamos que a responsabilidade seja do presidente da CCDR-N", assinalou Ricardo Rio.
Acrescentou porém que "a região carece de uma instituição forte e indutora de consensos que defenda os interesses" do Norte.
Sobre o estudo, o presidente do Eixo assegurou não se tratar de "um documento final" e adiantou que o mesmo será debatido num encontro a agendar para o final do mês de abril.
No documento, intitulado "O Eixo Atlântico Perante o Portugal 2020" e realizado a pedido do presidente do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular Ricardo Rio, o ex-presidente da Fundação de Serralves Luís Braga da Cruz deixa várias ideias sobre "possíveis políticas públicas a desenvolver no período do Portugal 2020".
O estudo tem como principal objetivo "sensibilizar decisores políticos, atraindo o seu olhar para uma realidade específica e plena de oportunidades para o desenvolvimento dos dois países [Portugal e Espanha]".