Presidente executivo do grupo Soares da Costa sustenta que ausência de segmentação impede reacção a ciclo recessivo
O presidente executivo do grupo Soares da Costa lamentou que a ausência de segmentação do mercado de construção e obras públicas esteja a impedir o sector de reagir ao ciclo recessivo em que se encontra.
"A recessão em que nos encontramos não se resume a um problema de opções políticas. Está associado a um problema mais global que foi a desaceleração do mercado nos últimos anos", explicou Pedro Gonçalves em conferência de imprensa na sede da construtora, no Porto.
Por sua vez, reflectiu, a recessão está a aumentar a concorrência e a afectar as margens.
"É inadmissível que existam em Portugal 120 certificadas e atestadas para executar qualquer tipo de obra neste sector" frisou o responsável, lamentando que em Portugal não se tenha verificado, como seria normal, a concentração de empresas a operar no sector.
"Não me preocupa só o excessivo número de empresas, o que me preocupa é a ausência de segmentação do mercado. Não há empresas especialistas neste ou naquele negócio, neste ou naquele mercado", sublinhou Pedro Gonçalves, explicando que esta falta de "visão global" das empresas irá continuar a afectar o mercado.
De acordo com os dados disponibilizados pela Soares da Costa, o mercado português tem tido a pior performance da Europa, com a recessão a acontecer em todos os segmentos.