Primeira fase da Barragem da Serra da Estrela lançada na terça-feira
A obra para a primeira fase da construção da Barragem da Serra da Estrela será lançada na terça-feira numa cerimónia pública a realizar nas Penhas da Saúde, anunciou hoje a Câmara Municipal da Covilhã.
Em comunicado enviado à agência Lusa, aquele município serrano explica que em causa está "a construção de 30 quilómetros de condutas adutoras, a remodelação de quatro quilómetros de condutas existentes e a construção de seis reservatórios com capacidade total para 12 mil metros cúbicos de água, isto é, 12 milhões de litros de água disponível para consumo".
Com um investimento global previsto de 11,5 milhões de euros, esta empreitada já conta com o visto do Tribunal de Contas.
Segundo o presidente da autarquia, Vítor Pereira (PS), a cerimónia de terça-feira é "o momento que marca o efetivo arranque de uma obra há muito desejada para a Covilhã e para a região".
"Esta é mais uma intervenção alargada no concelho e demonstrativa da capacidade empreendedora de quem dirige o município, e um investimento que irá gerar postos de trabalho, riqueza e fomentar a economia regional", realça o autarca citado na nota.
No documento também é referido que a sessão oficial de lançamento contará com a presença do presidente da empresa que irá realizar a obra (Somague) e da presidente do POVT - Programa Operacional de Valorização do Território, tendo ainda sido convidados o ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional e o ministro do Ambiente.
A Barragem da Serra da Estrela é uma obra há muito reivindicada por este concelho do distrito de Castelo Branco e chegou já a ter contrato-programa assinado com o Governo.
O projeto, que no total deveria implicar um investimento de 28,2 milhões de euros, não chegou a concretizar-se devido a inúmeros avanços e recuos de natureza jurídica e ambiental que levaram mesmo à anulação da Declaração de Impacte Ambiental e consequente reinício do processo.
Em dezembro, Vítor Pereira anunciou que o atual executivo estava a trabalhar no projeto com base numa nova localização para a albufeira, de modo a que esta fique numa zona mais a jusante da anteriormente delineada.
Na altura, o autarca explicou à Lusa que essa localização deverá, "à partida", resolver os diferendos jurídicos, designadamente com a família dos proprietários dos terrenos envolvidos.
Além disso, segundo referiu, a nova opção também é compatível com o investimento já realizado, bem como a concretização do projeto que já estava delineado para a primeira fase e cuja obra será agora lançada.