Prisa reitera intenção de manter grupo Media Capital na bolsa

O administrador da Prisa Juan Luís Cébrian reiterou hoje a intenção do grupo de comunicação espanhol em manter a portuguesa Media Capital cotada na bolsa de Lisboa.

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Desde Julho passado e após a finalização da Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigatória sobre a Media Capital, a `holding` espanhola detém 94,39 por cento do capital accionista da dona do canal de televisão TVI.

Uma posição que permite à Prisa recorrer ao mecanismo da aquisição potestativa para adquirir a totalidade das acções que ainda não detém na Media Capital e retirá-la posteriormente da bolsa.

Numa entrevista à Reuters, citada pela agência Bloomberg, Cébrian admitiu que a estratégia da empresa espanhola será outra.

"Estamos a estudar o tipo de operação que precisamos de desenvolver para manter a identidade portuguesa da Media Capital e a sua presença na bolsa de Lisboa", referiu o CEO da Prisa.

"A actual liquidez do título é, naturalmente, quase inexistente" após o processo da OPA, reconheceu Cébrian.

As declarações de Juan Luís Cébrian vão ao encontro da posição assumida sexta-feira passada pelo administrador da Media Capital Miguel Gil, quando afirmou que seria positivo manter o grupo português cotado na Euronext Lisboa.

"Na minha opinião, é positivo para a Media Capital estar em bolsa", afirmou o administrador, não tendo afastado, na mesma altura, uma possível dispersão do capital accionista da empresa de media portuguesa.

"Ainda não há nada definido sobre a possível dispersão do capital. Mas é certo que, após a OPA, a nova situação [da Media Capital] obriga-nos a ponderar cenários", referiu Miguel Gil, remetendo para o mês de Setembro a divulgação de decisões.

Juan Luis Cébrin adiantou, na mesma entrevista, que a Prisa quer usar a experiência da Media Capital na área da produção para entrar em novos mercados e aumentar a realização de conteúdos em língua espanhola e portuguesa.

"O grupo Media Capital tem muita experiência na área de produção, especialmente em formatos de ficção", realçou, recordando que a TVI está a produzir cerca de mil horas por ano.

"Estamos a estudar a melhor forma de ligar o trabalho desenvolvido em Portugal pela Media Capital com as nossas actividades de produção em Espanha", disse, acrescentando que o grupo português será a "plataforma de expansão da Prisa para o Brasil e Angola".

O administrador referiu ainda que a Prisa está a analisar uma possível parceria para a expansão da área de produção, mas escusou-se a revelar mais pormenores.

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