Produção de energia hidroeléctrica com decréscimo acentuado em 2005

A seca de 2005 fez cair em Portugal a produção de energia hidroeléctrica, que foi de 12,5 por cento da energia global quando co stuma ser de 30 a 40 por cento, segundo dados oficiais.

Agência LUSA /

O "Relatório de Balanço da Seca 2005" hoje divulgado refere que "as ext remas condições de seca" levaram a um "decréscimo acentuado na produção de energ ia hidroeléctrica.

A energia produzida a partir de centrais térmicas foi de apenas 12,5 po r cento do consumo global no país, quando em períodos normais é de 30 a 40 por c ento.

No total, a produção de electricidade em 2005 correspondeu a 69,7 por c ento da energia produzida em 2004.

O documento aponta que a construção de grandes barragens, como a do Bai xo Sabor, vai permitir que o sistema de produção hidroeléctrica não fique tão de pendente das variações da precipitação e de acumulação de água.

No capítulo do abastecimento urbano, o documento propõe o aprofundament o de técnicas de reciclagem de água e de dessalinização da água do mar para prod ução de água potável.

Identifica-se ainda a necessidade de um reforço de viaturas cisterna pa ra transporte e distribuição de água e sugere-se a possível utilização dos vagõe s-cisterna detidos pela CP para transporte de mais longa distância.

A instalação de equipamentos para medir as economias de água é outra da s propostas, já que o relatório refere que só 8,3 por cento das entidades gestor as com medidas de racionalização de água conseguiram calcular a poupança.

São apontadas falhas às entidades gestoras de água, dado que não foram elaborados planos de contingência mesmo quando os sinais de alerta eram evidente s.

A seca afectou a qualidade da água e um dos exemplos é Portalegre, onde foi detectado alumínio em excesso.

"É necessário melhorar os circuitos de informação entre as entidades re sponsáveis pela monitorização da qualidade da água e as autoridades de saúde", a lerta o documento.

Na agricultura, a falta de água levou ao condicionamento do ciclo repro dutivo dos pequenos ruminantes e trouxe uma quebra de produtividade nos cereais.

O relatório propõe a revisão do actual sistema de seguros (para abrange r situações futuras de seca no âmbito de gestão de riscos) e a elaboração de um Plano Nacional de Regadio.

Foram ainda detectadas dificuldades no recurso ao Fundo de Solidariedad e da União Europeia, uma vez que o regulamento complica a sua utilização para ca tástrofes de desenvolvimento lento, como são as secas.

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