Produção de seguro direto baixa 11,4% para 12,6 mil milhões de euros em 2015
Lisboa, 14 jan (Lusa) - O volume da produção de seguro direto em Portugal no ano passado superou os 12,6 mil milhões de euros, um recuo de 11,4% face ao valor registado em 2014, revelou hoje o supervisor do setor segurador.
No ramo Vida, o volume de produção de seguro direto ascendeu a 8,7 mil milhões de euros, menos 17% do que no ano anterior, ao passo que no ramo Não Vida a produção cresceu 3,7% para quase 4 mil milhões de euros, segundo os números libertados pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
"O ramo Vida inverteu a tendência crescente dos dois anos anteriores, salientando-se a diminuição de 22,7% dos planos de poupança reforma (PPR), cujo peso em 2015 representou cerca de 22% do ramo em referência (24% em 2014)", realçou a entidade liderada por José Almaça.
Quanto aos ramos Não Vida, "salientam-se as contribuições dos ramos Acidentes e Doença (7,1%), Incêndio e Outros Danos (1,7%) e Automóvel (1,5%). Com grande relevância no ramo Acidentes e Doença, salienta-se o crescimento de Acidentes de Trabalho (7,8%), modalidade que já havia verificado, em 2014, a reversão da tendência decrescente dos anos anteriores", sublinhou a ASF.
No que toca à análise das quotas de mercado do ramo Vida, por grupo económico nos últimos três anos, o grupo Fosun acentuou a sua liderança com uma quota de mercado que passou de 28,9% em 2014 para 31,4% em 2015.
Ainda no ramo Vida, o grupo Milleniumbcp Ageas registou um crescimento significativo, ao passo que o Grupo Novo Banco apresentou uma quebra muito acentuada. O Santander e o BPI tiveram ligeiros decréscimos nas suas quotas.
Relativamente aos ramos Não Vida, o grupo Fosun continuou de igual forma a assumir a liderança, apresentando mesmo um aumento da respetiva quota de mercado de 25,5% em 2014 para 26,2% em 2015.
Depois, a Apollo e o Millenniumbcp Ageas fecharam o ano passado praticamente estáveis face a 2014.