Produção de seguro direto caiu 17,7% no 3.º trimestre para 7,6 mil milhões de euros
Lisboa, 16 nov (Lusa) - A produção de seguro direto das seguradoras supervisionadas pela ASF diminuiu 17,7% no terceiro trimestre face ao mesmo período do ano passado para 7,6 mil milhões de euros, disse hoje o regulador do setor.
De acordo com os dados divulgados pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), para esta queda na produção de seguro direto (que indica a receita global das empresas de seguros proveniente da atividade comercial) contribuiu o decréscimo de 27,4% do ramo Vida.
Neste ramo incluem-se os seguros de vida clássicos e seguros financeiros, como os PPR (Planos Poupança Reforma).
Já a produção dos seguros do ramo Não Vida cresceu 6,3%, ajudada pelo avanço de 12,6% dos seguros para Acidentes de Trabalho devido ao aumento do emprego em Portugal. Este ramo inclui, além dos seguros para Acidentes de Trabalho, os seguros de doença, seguros de incêndio e seguro automóvel, entre outros.
Quanto aos fundos de pensões, que são mais de 200, no final de setembro o montante sob gestão era de 18 mil milhões de euros, menos 0,4% face ao final de 2015.
Já no terceiro trimestre, entre julho e setembro, o volume global de contribuições para os fundos de pensões foi de 399 milhões de euros, menos 13,9% face a setembro de 2015.
Quanto aos benefícios totais pagos, esses ascenderam a 545 milhões.
Em relação aos resultados líquidos, para já apenas é conhecido o resultado líquido referente ao primeiro semestre, sendo que nesse período as seguradoras supervisionadas pela ASF tiveram no total lucros de 99 milhões de euros no primeiro semestre, contra um lucro global de 432 milhões de euros no período homólogo de 2015.