Projeto europeu ajuda na escolha de lâmpadas para uma iluminação de qualidade

Coimbra, 19 nov (Lusa) -- Um manual para ajudar os consumidores a escolherem as lâmpadas mais indicadas para uma iluminação eficiente e de qualidade vai ser distribuído por grandes retalhistas dos 12 países europeus envolvidos no projeto.

Lusa /

O estudo analisa "a qualidade dos vários tipos de lâmpadas disponíveis no mercado, quer de lâmpadas fluorescentes, quer LED [light emitting diode], com o objetivo de transformar o setor de iluminação residencial", afirma a Universidade de Coimbra (UC), numa nota divulgada hoje.

Trata-se de "ajudar os diferentes atores do mercado de iluminação residencial, que nesta fase se encontra num estado de transição profunda", sintetiza Pedro Esteves, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da UC e coordenador do projeto em Portugal.

Os consumidores sabem que precisam de ver os lúmen (lm) e não os watts (w), para saberem quanta luz uma lâmpada dá, mas não como reconhecer, por exemplo, uma lâmpada de qualidade, exemplifica o investigador da UC, sublinhando que este projeto europeu, denominado "PremiumLight", pretende responder a estas e outras questões.

"Após a análise e testes de qualidade e eficiência aos vários tipos de lâmpadas recolhidas junto de fabricantes, de retalhistas e de lojas da especialidade, produzimos um conjunto de informação essencial para orientar o consumidor para a compra de iluminação eficiente e de elevada qualidade", adianta Pedro Esteves.

A "espécie de manual", que "vai começar a ser distribuído por grandes retalhistas dos 12 países" envolvidos no estudo, esclarece "efetivamente o que é iluminação de qualidade, quais as suas vantagens (a nível económico, ambiental e de saúde, por exemplo) e como escolher a lâmpada adequada" às necessidades de cada pessoa e atividades específicas, no interior das habitações, acrescenta o investigador.

"Há uma grande lacuna na informação ao consumidor", reconhece Pedro Esteves, exemplificando: "Antigamente, se queríamos mais luz, comprávamos uma com potência (w) maior", mas "hoje as tecnologias são diferentes e o único termo de comparação entre elas é o lúmen, que nos diz `quanta luz` tem uma lâmpada".

Sobre as lâmpadas mais eficientes, os investigadores do "PremiumLight" concluem que as diodo emissor de luz (LED) são as que reúnem as melhores características e as únicas com classes de eficiência energética A+ e A++, permitindo poupanças significativas.

"O custo inicial da lâmpada (10 euros) pode parecer, à primeira vista, muito alto, por algo que estávamos habituados a pagar um ou dois euros", mas, "a longo prazo (ou seja, até a lâmpada deixar de funcionar), a poupança poderá ser superior a 100 euros", sublinha Pedro Esteves, referindo que este cálculo considera "uma utilização média de mil horas por ano (três horas/dia), a eficiência energética" e que a lâmpada LED dura em média 20 anos.

Financiado em mais de 1,5 milhões de euros pela União Europeia, o projeto, que foi desenvolvido "ao longo dos últimos dois anos", reuniu um consórcio de 12 países europeus (Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Áustria, República Checa, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Letónia).

Em Portugal, o "PremiumLight" envolveu uma equipa de investigadores do ISR de Coimbra.

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