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Protestos cercam São Bento após a aprovação do Orçamento

Protestos cercam São Bento após a aprovação do Orçamento

Milhares de pessoas concentraram-se ontem em redor do Parlamento, numa ação de protesto contra a aprovação do Orçamento do Estado para 2013, ao início da tarde desta quarta-feira, com os votos a favor da Maioria (PSD e CDS-PP) e o não de toda a esquerda parlamentar (PS, PCP, BE, Verdes) e o deputado do CDS-Madeira Rui Barreto. Inicialmente, os manifestantes chegaram aos milhares, divididos em dois grupos: um que respondeu à chamada da CGTP para uma ação nacional de luta, outro constituído por estivadores. A estes grupos juntaram-se depois outros manifestantes, que prometeram uma "vigília" pela noite dentro.

RTP /
José Sena Goulão, Lusa

O Parlamento aprovou esta tarde, na generalidade, a proposta do Orçamento do Estado para 2013. Logo após, estruturas sindicais e movimentos ligados aos protestos de rua marcaram apontaram às concentrações marcadas junto à Assembleia da República para dizer “não” a um documento que acusam de "hipotecar o futuro" do país.Foram deslocadas para as escadarias do Parlamento equipas cinotécnicas, formadas por agentes acompanhados por cães.


Ao início da noite alguns manifestantes derrubaram as barreiras de proteção e lançaram pedras, garrafas e outros objetos contra os agentes de autoridade, o que obrigou ao reforço do contingente de segurança do Corpo de Intervenção junto à escadaria da Assembleia da República.

Os manifestantes gritaram "Demissão, demissão" e "Gatunos, gatunos".
CGTP convoca ação nacional de luta
Do Marquês de Pombal, rumou a São Bento a ação de protesto dos trabalhadores da administração central, regional e local, convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.
  Manifestantes seguram cartazes com mensagens contra o Governo e gritam "Está na hora do Governo se ir embora", "Abaixo regime traidor" e "Passos Coelho vai badamerkel".
Centenas de funcionários públicos desembocaram às portas da Assembleia da República, depois de se terem concentrado às 15:30 no Marquês de Pombal.

Misturados com bandeiras negras, "É urgente correr com esta gente" e "É preciso que isto mude, trabalho para a juventude" são slogans que marcam a marcha de luta dos trabalhadores que acorreram à convocatória da Frente Comum e do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).
Arménio Carlos aponta fraqueza ao Governo
A votação do Orçamento estava marcada para a parte da tarde, mas foi antecipada, acabando por não coincidir, como era objetivo da CGTP, com a chegada dos manifestantes à escadaria de São Bento, o que foi visto por Arménio Carlos, o secretário-geral da Inter, como um sinal de “fraqueza e de medo”.

"Não acredito em bruxas mas que as há, há, e esta estranha coincidência reflete que este Governo e a maioria que o suporta, os deputados do PSD e do CDS, está claramente a dar uma demonstração de fraqueza, de medo e também um sinal de que este orçamento não resolve o problema do país", afirmou Arménio Carlos em declarações registadas pela Agência Lusa.

A decisão de antecipar a votação do Orçamento mereceu ainda a crítica veemente do deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, que a qualificou de "incendiária".
Estivadores tentam parar parlamentares
Em São Bento, um grupo de estivadores tentou impedir saída de carros de deputados. Às portas do Parlamento foram ouvidos os rebentamentos de vários petardos. Uma "vigília de protesto" foi convocada para esta noite noite, visando denunciar a austeridade imposta aos portugueses e exigir a demissão de "um Governo que está ao mando da troika".

Vários grupos e movimentos aderiram ao apelo "Que se lixe a Troika! Este Orçamento não passará".


O grupo dos estivadores, concentrado junto a uma das entradas laterais da Assembleia da República, nas imediações do jardim, mereceu a vigilância apertada dos elementos das Equipas de Intervenção Rápida e alguns membros do Corpo de intervenção da PSP.

Os estivadores concentraram-se numa zona afastada da manifestação da CGTP, esta localizada ao fundo das escadarias da Assembleia.
Forças policiais em força junto ao Parlamento
O perímetro da Assembleia da República foi cercado com grades, para lá das quais se via ao fim da tarde, uma dúzia de carrinhas da PSP. Um cordão de agentes vigiava ainda as saídas dos parques de estacionamento da Assembleia.

Os planos dos manifestantes contemplavam uma "vigília de protesto" noite adentro, para “denunciar a austeridade que está a ser imposta aos portugueses” e exigir a demissão de "um Governo que está ao mando da 'troika'".
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