Economia
Protestos pela habitação. Os números por detrás das reivindicações
Os problemas que se vivem no acesso à habitação estão na base da contestação que se tem vivido nos últimos dias em Portugal. Explicamos alguns números que mostram o que está em causa.
Portugal enfrenta uma das crises de habitação mais graves da União Europeia e a evolição das rendas é prova disso.
Entre 2015 e 2024, as rendas das casas em Portugal aumentaram quase 30%, praticamente o dobro da evolução registada em termos de média europeia, que se fixou nos 16,8%.
De acordo com os Censos de 2021 do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal existem mais de 5,9 milhões de casas. A larga maioria (69%) correspondia a residências habituais e 18,5% eram segundas habitações, como casas de férias.
No mesmo ano existiam cerca de 723 mil alojamentos vagos, mas apenas aproximadamente metade estava disponível para venda ou arrendamento.
O mercado de arrendamento continua a apresentar uma diferença significativa entre os contratos declarados e a dimensão estimada da atividade. No início deste ano, existiam cerca de 1,4 milhões de contratos de arrendamento comunicados à Autoridade Tributária. Contudo, uma estimativa da Inspeção-Geral de Finanças aponta para a existência de mais de dois milhões de contratos “informais”, ou seja, não declarados ao Fisco.
Também no investimento imobiliário institucional, Portugal está muito longe do topo europeu. Apenas 5% dos investimentos imobiliários institucionais no país são direcionados para a habitação, que inclui, por exemplo, os fundos de investimento. O valor contrasta com o de outros países europeus, como a Dinamarca, onde a habitação representa 65% destas carteiras, seguida dos Países Baixos, da Finlândia e da Irlanda.
Entre 2015 e 2024, as rendas das casas em Portugal aumentaram quase 30%, praticamente o dobro da evolução registada em termos de média europeia, que se fixou nos 16,8%.
De acordo com os Censos de 2021 do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal existem mais de 5,9 milhões de casas. A larga maioria (69%) correspondia a residências habituais e 18,5% eram segundas habitações, como casas de férias.
No mesmo ano existiam cerca de 723 mil alojamentos vagos, mas apenas aproximadamente metade estava disponível para venda ou arrendamento.
O mercado habitacional português caracteriza-se também pelo elevado peso da habitação própria. Mais de 73% dos portugueses vivem em casas que lhes pertencem, um valor superior à média da União Europeia, de 68%.
A Roménia destaca-se neste indicador, com mais de 94% dos residentes a serem proprietários das casas onde vivem. No extremo oposto encontra-se a Alemanha, onde a maioria das famílias vive em casas arrendadas.
O mercado de arrendamento continua a apresentar uma diferença significativa entre os contratos declarados e a dimensão estimada da atividade. No início deste ano, existiam cerca de 1,4 milhões de contratos de arrendamento comunicados à Autoridade Tributária. Contudo, uma estimativa da Inspeção-Geral de Finanças aponta para a existência de mais de dois milhões de contratos “informais”, ou seja, não declarados ao Fisco.
Também no investimento imobiliário institucional, Portugal está muito longe do topo europeu. Apenas 5% dos investimentos imobiliários institucionais no país são direcionados para a habitação, que inclui, por exemplo, os fundos de investimento. O valor contrasta com o de outros países europeus, como a Dinamarca, onde a habitação representa 65% destas carteiras, seguida dos Países Baixos, da Finlândia e da Irlanda.