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PS marca para 18 de fevereiro apreciação parlamentar para revogar novo regime do subsídio de mobilidade

PS marca para 18 de fevereiro apreciação parlamentar para revogar novo regime do subsídio de mobilidade

O parlamento vai discutir a 18 de fevereiro a apreciação parlamentar do PS que pretende revogar o novo regime do subsídio social de mobilidade (SSM), que impõe a obrigatoriedade de ausência de dívidas ao fisco e à Segurança Social.

Lusa /

De acordo com fonte oficial do Grupo Parlamentar do PS, o partido vai recorrer a um agendamento potestativo - direito de fixar a ordem do dia - para discutir e votar a 18 de fevereiro esta apreciação parlamentar, que já tinha sido anunciada.

Criado em 2015, o subsídio social de mobilidade garante passagens aéreas entre a Madeira e continente (ida e volta) a 79 euros para residentes e 59 euros para estudantes, mas implica o pagamento do bilhete na totalidade, até ao teto máximo de 400 euros, valor que por vezes é ultrapassado pelas companhias, sendo que o reembolso é processado após a viagem.

No caso dos Açores, o valor máximo pago é de 119 euros para residentes no arquipélago e 89 para estudantes, havendo um limite de 600 euros no custo elegível da passagem e sendo também necessário pagar primeiro a totalidade do valor no ato de compra

O novo regime do subsídio social de mobilidade, que entrou em vigor em 06 de janeiro, impõe a obrigatoriedade de ausência de dívidas ao fisco e à Segurança Social para aceder ao subsídio de mobilidade, uma norma entretanto suspensa até 31 de janeiro.

Na quarta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmou o princípio de que as ajudas do Estado devem implicar que os cidadãos não estão em incumprimento com a administração.

A 09 de janeiro, o PS já tinha anunciado a apreciação parlamentar para denunciar as alterações aprovadas pelo Governo ao Subsídio Social de Mobilidade, atribuído à população dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, que considera "um ataque às autonomias" regionais.

Em conferência de imprensa na Assembleia da República, em Lisboa, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, o líder do partido nos Açores, Francisco César, e o deputado eleito pela Madeira Emanuel Câmara juntaram-se no apelo aos deputados de todas as forças políticas eleitos pelos círculos das regiões autónomas para subscreverem esta apreciação parlamentar.

Esta exigência - de que quem recorre ao SSM não pode ter dívidas ao Fisco e à Segurança Social - já foi contestada pelos governos regionais da Madeira e dos Açores e por partidos políticos nas duas regiões.

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