PSD e CDS mantêm "ameaça" de comissão de inquérito
Lisboa, 18 Jan (Lusa) - PSD e CDS-PP mantém a "ameaça" de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o caso BCP, mas só tomam uma decisão após as audições do ministro das Finanças e do presidente da Comissão de Mercados e Valores Mobiliários.
Essa possibilidade foi admitida por deputados dos dois partidos no final de uma reunião de cinco horas com o governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, sobre a actuação do banco central no caso BCP.
Em declarações à Lusa, o deputado Rui Gomes da Silva, do PSD, afirmou que o partido só tomará uma decisão sobre o inquérito depois das audições com o ministro Teixeira dos Santos, a 26 de Janeiro, e com Carlos Tavares, da CMVM, a 24 de Janeiro.
No final da reunião, o deputado social-democrata Mário Patinha Antão afirmou que o PSD só anunciará uma decisão depois do "conjunto das as audições", evitando também comentar o pedido de demissão de Constâncio, feito pelo líder do CDS-PP.
"Foram esclarecimentos insuficientes", declarou.
Diogo Feio, líder parlamentar do CDS-PP, afirmou que o seu partido mantém os seus planos quanto a uma comissão de inquérito, justificando a sua necessidade com as declarações de Vítor Constâncio na comissão.
"Ele próprio admitiu que o sistema não é infalível", disse Diogo Feio.