PSD-Madeira diz que propostas do FMI parecem "exercício surrealista"
Funchal, 09 jan (Lusa) -- O PSD-Madeira considerou hoje que as propostas do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o corte nas funções sociais do Estado são "uma pesada carga socialmente destrutiva" e "completamente inaplicável", classificando-as como um "exercício surrealista".
"Quanto às sugestões do FMI, se forem as que a imprensa portuguesa diz e que o PSD-Madeira pensa ter sido um trabalho de boa vontade, sem despesa para os portugueses, a pesada carga socialmente destrutiva que envolvem, no seu conjunto, é completamente inaplicável ao nosso país, pelo que tais sugestões nos parecem um exercício surrealista", refere o PSD-M em comunicado assinado pelo seu presidente, Alberto João Jardim.
No documento, Alberto João Jardim, que é também presidente do Governo Regional da Madeira, refere que o PSD-M "tomou conhecimento pela comunicação social de que o Governo da República Portuguesa teria pedido sugestões ao FMI sobre as reformas a introduzir no Estado".
O líder do PSD-M acrescenta que é "ao povo português, no uso da sua soberania", que "cabe determinar as reformas que são necessárias, as quais passam, primeiramente, por uma reforma do regime político, através da revisão da Constituição".
No relatório encomendado pelo Governo ao FMI sobre a reforma do Estado, o Fundo detalha medidas que "poderão aumentar a eficiência do Estado, reduzindo a sua dimensão de forma a suportar a saída da crise", propondo "um corte permanente na despesa de quatro mil milhões de euros a partir de 2014, que poderá ser precedido de uma redução de 800 milhões já este ano".