Em direto
Movimento pela Habitação. Detidos no Porto e em Lisboa ouvidos em tribunal

PSI em baixa com Galp a cair 9%

PSI em baixa com Galp a cair 9%

A bolsa de Lisboa estava hoje em baixa, com a Galp a descer 8,97% para 20,90 euros, depois de ter anunciado o fim das negociações com a Moeve e um aumento de 68% dos lucros no terceiro trimestre.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Cerca das 09:40 em Lisboa, o PSI descia 0,64% para 9.185,04 pontos, com cinco empresas a descerem, 10 a subirem e uma a manter a cotação (Sonae em 2,14 euros).

Hoje, a Galp anunciou o fim das negociações com a Moeve para uma possível combinação dos negócios de refinação e comercialização de combustíveis, por não ter sido alcançado um acordo entre as partes.

Também anunciou que o lucro aumentou 68% no terceiro trimestre, para 682 milhões de euros, impulsionada pelo crescimento da produção no Brasil, pelas exportações de produtos refinados e pela compra e venda de petróleo e gás nos mercados internacionais.

A petrolífera elevou de 4.000 para 5.000 milhões de euros a previsão do resultado operacional bruto (EBITDA) ajustado para 2026, com estimativas mais elevadas para o preço do petróleo e margens de refinação.

Às ações da Galp seguiam-se as da NOS, Jerónimo Martins e Corticeira Amorim, que se desvalorizavam 2,03% para 5,06 euros, 0,71% para 18,25 euros e 0,58% para 6,86 euros, bem como a EDP, que descia 0,04% para 4,69 euros.

Em sentido contrário, a Mota-Engil e os CTT subiam ambas mais de 2,4%, respetivamente 2,41% para 4,60 euros e 2,40% para 5,54 euros.

O BCP, a Teixeira Duarte e a Navigator subiam 1,60% para 1,08 euros, 1,18% para 0,43 euros e 0,88% para 2,97 euros.

Mais moderadamente, a EDP Renováveis, Semapa e Ibersol avançavam 0,68% para 11,90 euros, 0,52% para 19,20 euros e 0,39% para 10,34 euros.

As outras duas empresas que ganhavam eram a Altri (0,35% para 4,29 euros) e a REN (0,28% para 3,55 euros).

Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em alta, apoiadas na queda do preço do petróleo, no início de uma semana que será marcada por resultados empresariais e pelas reuniões de vários bancos centrais.

Madrid era a exceção, já que baixava 0,59%, afetada pela queda dos valores ligados ao Brasil, depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente do país, após vencer na segunda volta Flávio Bolsonaro, que tinha ganho na primeira volta.

O euro estava estabilizado face ao dólar, acima de 1,12 dólares, e a valorizar-se 0,02% para 1,1204 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.

O preço do contrato genérico de barril de Brent, de referência na Europa, baixava 1,41% para 115,06 dólares.

Os futuros dos índices norte-americanos registam um ganho ligeiro para o Dow Jones e um recuo de 0,20% para o tecnológico Nasdaq.

Wall Street fechou na sexta-feira a vermelho depois de uma semana volátil marcada pela incerteza em torno do conflito entre os EUA e o Irão, e as novas dúvidas entre os investidores sobre a sustentabilidade e segurança da inteligência artificial (IA).

Neste contexto, na terça-feira começa a reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA (Fed) que, segundo o mercado espera, manterá as taxas de juro inalteradas.

O Banco do Canadá também anunciará a sua decisão sobre as taxas de juro na quarta-feira, enquanto o Banco do Japão inicia a sua reunião de dois dias de política monetária, cujas decisões serão conhecidas na quinta-feira.

Na mesma quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) também se reunirá.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, subiam, para 3,377%, contra 3,344%, enquanto os de França desciam, para 4,988%, contra 5,017%.

Tópicos
PUB