Putin defende reforço das capacidades do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS

Putin defende reforço das capacidades do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu hoje o fortalecimento das capacidades do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, já que as necessidades de financiamento superam significativamente os volumes que atualmente a instituição financeira fornece.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Fortalecer ainda mais o potencial do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e atualizar o seu modelo de negócio parece ser uma tarefa urgente. O banco já financiou 123 projetos no valor de quase 40.000 milhões de dólares. Isso é, sem dúvida, um bom resultado, mas as necessidades de financiamento são muito maiores", declarou Putin durante a cimeira alargada dos membros do BRICS e seus parceiros em Nova Deli.

Segundo o líder russo, uma nova plataforma de investimento poderia ajudar a satisfazer aquelas necessidades.

"Graças ao uso de tecnologias financeiras modernas, incluindo ativos digitais, atrairá capital de longo prazo, incluindo capital privado, não apenas para os países BRICS, mas também, e isso é muito importante, para as economias dos nossos parceiros do Sul e do Leste globais", acrescentou.

Putin também pediu atenção às iniciativas russas no âmbito do bloco.

"Peço que considerem atentamente as iniciativas que a Rússia apresentou para otimizar a nossa cooperação", disse.

Acrescentou que se trata, em particular, do estabelecimento de um mecanismo de resseguro e uma bolsa de cereais dentro da associação.

"Estou convencido de que todos esses mecanismos poderão ser utilizados no futuro tanto pelos países membros do BRICS como pelos seus parceiros", declarou o Presidente russo.

Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Uganda, Uzbequistão, Vietname, Tailândia, Bielorrússia, Cuba e Bolívia integram a categoria de "países parceiros", criada para aproximar novos governos ao bloco sem ampliar imediatamente o núcleo de membros de pleno direito.

Vários destes "países parceiros" chegaram também a Nova Deli com representação de mais alto nível, incluindo o Presidente cazaque, Kassym-Jomart Tokayev, o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, a vice-presidente do Uganda, Jessica Alupo, e o vice-presidente nigeriano, Kashim Shettima.

Da Ásia Central estão Cazaquistão e Uzbequistão, do Sudeste Asiático, Malásia, Tailândia e Vietname, de África, Nigéria e Uganda, da América Latina e das Caraíbas, Bolívia e Cuba. A Bielorrússia completa um grupo que estende a presença política do bloco muito além dos seus 11 membros (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Argentina).

A categoria nasceu em 2024, depois de os BRICS terem protagonizado a maior ampliação desde que foram criados e passaram a reunir 11 membros, um crescimento que aumentou o peso internacional, mas também dificultou uma das regras básicas, a tomada de decisões por consenso.

Os parceiros oferecem uma fórmula intermediária porque podem participar em cimeiras e determinadas reuniões ministeriais e juntar-se a algumas iniciativas do grupo, mas não têm o mesmo papel que os membros na adoção de decisões.

 

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