Quase metade dos portugueses escolhe banco onde já era cliente para contrair crédito à habitação
Lisboa, 11 Abr (Lusa) - Quase metade dos portugueses opta pelo banco em que já era cliente na altura de pedir um crédito à habitação, de acordo com um inquérito da consultora Neves de Almeida, hoje divulgado.
O estudo revela que a primeira razão apontada por 47,5 por cento dos inquiridos foi "já era o meu banco", seguindo-se as razões económicas como "prestação mais baixa" e "melhor taxa de juro" (32,7 por cento).
Estas conclusões revelam que a capacidade dos bancos venderem crédito habitação aos seus clientes é muito elevada, pelo que as políticas de retenção de clientes se justificam plenamente, adianta o estudo da consultora especializada no desenvolvimento de recursos humanos e marketing relacional.
Os bancos conseguem ainda fazer cross-selling junto dos clientes que contraem um crédito habitação, nomeadamente seguros de vida e seguro da habitação.
O estudo da Neves de Almeida teve como objectivo dar a conhecer as razões que levaram os portugueses inquiridos a optarem por um determinado banco para contraírem o seu crédito habitação, bem como a perceber as motivações e disposição dos clientes para transferirem o crédito habitação para outro banco.
O prazo de contratação do crédito habitação para 72 por cento dos inquiridos situa-se entre os 21 e 40 anos, sendo diminutos os prazos muito alargados (mais de 40 anos) e ainda mais raros os prazos muito curtos (menos de 10 anos).
No que respeita à prestação mensal, 73 por cento tem um encargo inferior a 500 euros e apenas 3 por cento dos inquiridos apresentam mensalidades acima de 800 euros.
Apenas 4,5 por cento dos inquiridos disse ter mudado o seu crédito habitação de banco, nos últimos 2 anos, encontrando-se entre as principais razões para a mudança a "obtenção de spread mais baixo" e o "aumento da prestação no banco anterior".
Quase 2/3 dos respondentes afirmaram que não pagaram despesas de transferência aquando da mudança de instituição bancária.
Trinta e quatro por cento dos portugueses adiantam, no entanto, que têm a intenção de mudar o crédito habitação de banco nos próximos tempos.
Este estudo contemplou dois segmentos distintos: indivíduos com crédito habitação e indivíduos que não têm crédito habitação, mas pensam contrair a curto prazo.
Do total da amostra recolhida, cerca de 20 por cento dos inquiridos não contraíram ainda um crédito habitação, mas pretendem fazê-lo a curto prazo, valorizando para a escolha do banco critérios como "taxa de juro/spread", "proximidade da agência", "comissões/despesas iniciais" e "relações já existentes com o banco".
O estudo foi baseado numa amostra de 1.031 respostas válidas, repartidas entre 826 entrevistas válidas realizadas a indivíduos com crédito habitação e 205 entrevistas válidas realizadas a indivíduos que não têm crédito habitação, mas pensam contrair a curto prazo.
TSM.